Publicidade
Diário de Notícias Diário de Notícias


media

«Não queremos ser um jornal feito por putos e para putos»

por

madalena esteves  

Solidificar o processo de renovação iniciado em 2003, apostar no humor e continuar a ser uma bússola para quem gosta de música, são os objectivos do Blitz para os tempos mais próximos.

No mês em que completa 20 anos de existência, o Blitz já não é «um jornal fechado e conotado com um certo cinzentismo alternativo», de acordo com o director Pedro Gonçalves.

O Blitz também não pode ser «catalogado como um jornal feito por putos e para putos. Quero que fique bem claro que é um jornal feito por profissionais de jornalismo com carteira profissional não comprada», afirma Pedro Gonçalves.

Reforçando essa ideia o director salienta: «Para nós não é um trabalho de escola, mas um projecto adulto, mas não velho, 20 anos não significa longevidade, tendo em conta outras publicações mais antigas, como a Billboard ou a Rolling Stone.»

Pedro Gonçalves considera que «resistência é a palavra que melhor caracteriza a actividade do Blitz». Uma publicação que desempenhou em Portugal um papel idêntico ao de John Peel, salvaguardadas as devidas diferenças, na divulgação de novos grupos e nomes. «Não tenho problemas em admitir isso, do ponto de vista da imprensa», refere o director.

Todavia, Pedro Gonçalves faz questão de partilhar essa missão com mais pessoas e instituições: António Sérgio, Luís Filipe Barros, David Ferreira, o Rock Rendez Vous, entre outros, «a quem a música muito deve».

Os Mão Morta são um grupo cujo percurso está intimamente ligado ao Blitz . Nascidos cinco anos antes, os Xutos e Pontapés também caminharam lado a lado com o jornal. No capítulo dos lançamentos de novos grupos portugueses, Pedro Gonçalves recorda dois, a título de exemplo: Da Weasel e The Gift.

Outros músicos, cantores e autores, mais consagrados tiveram, igualmente, destaque no Blitz, como são os casos de Sérgio Godinho ou Jorge Palma.

Quando o Blitz nasceu, «a indústria discográfica era insípida e limitada», actualmente «a crise está instalada» nesse sector.

Essa crise traduz-se em menos publicidade: «Uma página inteira passou a ser um rodapé», exemplifica Pedro Gonçalves.

Com o objectivo de contrariar essa crise, o Blitz tem lançado discos originais. Normalmente, para uma tiragem de 20 mil exemplares do jornal são editados cinco a seis mil discos. Um CD dos Mão Morta foi, até agora, o maior êxito comercial desta iniciativa: 4500 discos vendidos.

Aos discos vão juntar-se os vídeos, há contactos com a Universidade Lusófona para a divulgação dos trabalhos dos alunos e com a FNAC para a edição de curtas metragens de novos talentos portugueses.

Apesar de continuar a ser um jornal ao serviço da música, o Blitz também quer ser um semanário virado para o cinema, o vídeo e outras actividades artísticas. E quer apostar no humor. Esta aposta «não é uma colagem ao fenómeno da stand-up comedy», afirma o director. O objectivo é criar um espaço para a sátira e a ironia.

Passados 20 anos, o Blitz manteve um núcleo fiel de leitores. Mensagens via Internet e cartas testemunham essa fidelidade.

Numa época em que se multiplicam os formatos de edição e os meios de divulgação da música, «o Blitz é a bússola que vai mostrando às pessoas o que acontece». Uma informação veiculada por jornalistas que gostam de partilhar as suas descobertas musicais.


ImprimirImprimirEnviar por EmailEnviar por Email
PartilharPartilhar


Especiais

Recuar
Avançar
PUBLICIDADE


RSS


PATROCÍNIO
sondagem

Inquérito DN

Se tivesse possibilidades económicas compraria uma viagem ao espaço?

Sim
Não
Votar  Ver Resultados




Desporto

Todas as notícias

Todas as notícias

Cartaz

PLANO GERAL

PLANO GERAL

Portugal

Facebook

Facebook

Televisão

Guia TV

Guia TV

Portugal

Twitter

Twitter




Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos