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Há poucos enfermeiros e despiste das bactérias é feito manualmente

 

O estado da arte recomenda a existência de um enfermeiro a tempo inteiro para as primeiras 110 camas e mais um por cada 250 camas, no âmbito das comissões de controlo de infecção. Em Portugal, a generalidade dos hospitais está longe de atingir tais percentagens. O Hospital São João, por exemplo, revelam os seus responsáveis, «deveria ter seis enfermeiros a tempo inteiro», mas tem apenas dois. Porém, a sua maior carência reside na falta de suporte informático adequado. «O despiste das bactérias é feito manualmente, observando um a um os dados no computador», afirma Torres da Costa, presidente da Comissão de Controlo de Infecção e membro da administração do hospital. O mais grave é que a falta de meios humanos e financeiros atinge a generalidade das unidades.


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