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P. C.
Miguel Relvas, secretário-geral do PSD, lança um aviso para dentro do Executivo: a partir de agora, o partido estará ainda mais «atento à governação».
Em declarações ao DN, o responsável social-democrata manifestou «total apoio» a Pedro Santana Lopes, mas deixou um claro aviso a outros membros do Governo, embora sem especificar nomes: «Espero que, no exercício da governação, o primeiro-ministro esteja acompanhado por maratonistas e não por campeões de cem metros...»
Relvas falava em Castelo Branco, onde participou na assembleia distrital do PSD destinada a aprovar uma moção de estratégia ao próximo congresso do partido, que se realizará entre 12 e 14 de Novembro em Barcelos. Uma ocasião que o secretário-geral dos sociais-democratas aproveitou para exprimir uma mensagem «de confiança» no Executivo, embora apelando à necessidade de haver «maratonistas» que acompanhem «a pedalada» de Santana Lopes. Palavras que visarão membros do Executivo pertencentes tanto ao PSD como ao CDS/PP...
Ao DN, Relvas declarou também que «acabou o período de austeridade» em Portugal. «A certidão de óbito da austeridade foi passada no Orçamento do Estado para 2005», sustentou o secretário-geral do PSD.
Mas isto não significa, no entanto, o fim da necessidade do rigor nas contas públicas. «Acabou-se a austeridade, mas mantém-se o rigor», acentuou.
O secretário-geral social-democrata foi ainda muito cáustico nas suas críticas ao recém-eleito líder socialista, comparando José Sócrates a uma equipa de futebol com muita ambição mas pouco sucesso prático.
«A nova equipa socialista parece ter sido bem planificada mas não começou bem o campeonato», afirmou o responsável social-democrata, referindo-se à estreia de José Sócrates num debate parlamentar já no desempenho das funções de secretário- -geral do PS.
Em declarações à Agência Lusa, também em Castelo Branco, Relvas congratulou-se ainda com a «perspectiva de crescimento da economia» portuguesa.
O próximo ano, afirmou o secretário-geral laranja, deverá ser marcado por um crescimento económico de 2,4 por cento. «Isto permitirá baixar, com efeitos imediatos, a taxa do IRS em 2005, aumentar as pensões entre 2,5 e 9 por cento e, simultaneamente, fazer crescer os vencimentos dos funcionários públicos, ao ritmo da inflação», declarou.
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