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Técnico no 'top' das saídas

por

PEDRO SOUSA TAVARES  

Superior. Um diploma é garantia de menos desemprego, mas no 'top' da empregabilidade só três engenharias do Técnico têm níveis perfeitos. O DN diz o que procuram os empregadores

Cursos politécnicos com negativa

É o que se chama um "pleno" no pódio. De acordo com dados de Junho deste ano do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, tendo em conta os desempregados que terminaram cursos superiores entre 2004/2005 e 2006/2007, apenas três formações conseguiram a proeza de não ter um único inscrito nos centros de emprego. E são todas do Instituto Superior Técnico (IST): Engenharia Civil, Engenharia Informática e de Computadores e Engenharia Electrotécnica e de Computadores.

Uma hegemonia que diz muito sobre o actual peso das novas tecnologias, e do Instituto Superior Técnico em particular. Mas que não significa que apostar noutras áreas e instituições seja uma aposta errada, como mostram as diferentes ofertas e instituições que ocupam os outros lugares neste top .

"O que nos dizem os números é que a relação entre a instituição e a oferta, o chamado par estabelecimento/curso, é o mais importante", explica Maria João Rosa, directora do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério, responsável por esta contabilidade. "Seria redutor dizer que uma instituição garante sucesso e outra não", acrescenta. "Há universidades muito credenciadas que têm cursos com menor procura e outras, de menor expressão, que conseguem taxas de colocação muito interessantes em alguns cursos."

Exemplos? O curso de Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem Imaculada Conceição ou Medicina Dentária no Instituto Egas Moniz, ambos privados, que registam níveis de empregabilidade muito superiores a vários cursos "populares" de universidades públicas de referência.

Superior é sempre boa aposta

Pela negativa, são também engenharias - mas a Biotecnológica e Química, ambos cursos leccionados no instituto politécnico de Bragança - que se distinguem, num pódio onde figura ainda o Jornalismo e Comunicação do politécnico de Portalegre. Mas, mais uma vez, desaconselham-se leituras apressadas. Os politécnicos , diz Maria João Rosa, são geralmente "uma boa aposta" ao nível da empregabilidade, incluindo nos ciclos "não superiores", como os Cursos de Especialização tecnológica.

Resumindo: não há fórmulas infalíveis, apenas "indicadores" que podem orientar a escolha. "As ofertas de emprego são muitas vezes ditadas por ciclos", explica a directora do GPEARI. "Se analisarmos os dados por áreas, verificamos que entre o final de 2007 e meados deste ano, houve uma grande absorção de diplomados em cursos de formação de professores. Mas isso não quer dizer que esses dados se repitam nas próximas estatísticas. São precisos anos - e estes dados só são trabalhados desde 2007 - para se poder falar em tendências."

Há no entanto uma certeza: "É sempre preferível ter um curso superior." Dados nacionais e internacionais mostram que os diplomados ganham melhor e têm 10% dos índices de desemprego dos restantes trabalhadores. A conclusão é simples: aprender compensa.


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