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80% dos pais acreditam que a TV tem efeitos positivos

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PAULA BRITO  

Estudo. Uma conceituada especialista na relação das crianças com a TV concluiu que os pais acham este meio benéfico para os filhos. No entanto, deixa várias regras para uma dieta equilibrada e saudável de TV: tirar o televisor do quarto das crianças e limitar o seu tempo de visionamento

Canal de TDT Freeview analisa relação da criança com a TV

Alguns pais confessam estar confusos sobre os efeitos da televisão nas crianças, mas a maioria, não. Um estudo realizado recentemente pela reconhecida psicóloga britânica Tanya Byron, ainda que para uma parte interessada no assunto, o canal de televisão digital terrestre, Freeview, mostra que os pais sentem-se bem relativamente ao facto de os seus filhos verem televisão: é educacional e entretém. No entanto, expressam também preocupações quanto a possíveis efeitos negativos.

Partindo de um focus group, constituído por 1880 pais, o estudo mostra que cerca de 80% acreditam que a televisão tem efeitos positivos nos filhos, porque é um meio que apela à imaginação, alarga o vocabulário, e os miúdos aprendem técnicas relacionadas com os números, entretém e descontraem-se. Pelo contrário, 67% dos pais acreditam que a televisão pode ter efeitos negativos, não especificando claramente quais. Alguns especialistas falam em obesidade, hiperactividade e até agressividade.

Neste estudo os pais destacam várias estratégias para melhorar e gerir o visionamento da TV pelos filhos: criação de horários e limites do tempo, verificação dos programas, gravação antecipada de programas de qualidade, observação e discussão dos conteúdos com os miúdos, além de se dar preferência aos programas ligados a livros.

Os televisores com gravadores digitais (digital television recorder), por exemplo, são apontados por 50% dos pais inquiridos como benéficos na gestão da relação com este meio. 75% dizem que o uso deste sistema não aumentou o tempo de consumo, 50% dizem que torna experiência de ver televisão mais positiva, sobretudo, os programas de boa qualidade. Ao passo que 60% defendem que o mesmo sistema pode adaptar-se às rotinas das famílias.

Salvaguardando que o estudo foi feito junto de um universo de pais sensíveis a esta problemática, daí que algumas respostas sejam ligeiramente diferentes das dos pais típicos, a psicóloga Tanya Byron explica os efeitos nocivos da televisão.

Mas reforça que este meio ajuda, através de programas apropriados e com acompanhamento de adultos, ao desenvolvimento da linguagem da criança. Até a ensina a ler quando se trata de programas que a tal incentivem.

As crianças podem ainda alargar as suas experiências do dia-a-dia, ao contactarem com o resto do mundo, outras culturas, religiões, dando-lhe a noção de diferença e tolerância.

Mas é preciso que estejam em contacto com programas que promovam valores (contar a verdade, não promover o bullying, ser gentil), pois só esses contribuem para que as crianças construam valores sólidos e determinantes para o seu futuro.


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