Última hora venda da Cimpor com impacto de 90 milhões...Populares apoiam Gonçalo Amaral à chegada...Situação económica é má para 90% dos portuguesesGrécia: Funcionários públicos queimam bandeira...Futebol: Sporting - Mexer e Renato Neto no...Alegações finais do julgamento livro de Gonçalo...Moody's diz que Portugal não tem os problemas...Grécia: Ministros das finanças UE em teleconferência...Media/Governo: Sócrates reitera que nenhum...BCP vende banco na Turquia
por
MARIA JOÃO PINTO
Claude Lévi-Strauss. Homenagem em França
Um dos últimos grandes pensadores do século XX faz 100 anos
Testemunha de um século no mais rigoroso significado do termo, Claude Lévi-Strauss celebra hoje cem anos de vida e de um legado determinante para sucessivas gerações de investigadores no domínio das Ciências Sociais e Humanas.
Cem anos cumpridos, ainda hoje "com saúde e lucidez", como referiu esta semana o director do Museu du Quai Branly, principal palco das homenagens que a França lhe preparou, num mundo muito diferente daquele que conheceu: um mundo a que - ele próprio o disse há alguns anos - "já não pertenço".
Considerado o "pai" da antropologia moderna, não foi por ela, porém, que Lévi-Strauss iniciou a sua formação superior: nascido na Bélgica, a 28 de Novembro de 1908, em Bruxelas, filho de judeus franceses que cedo lhe proporcionaram contacto com o mundo das artes, cursou Direito e Filosofia na Sorbonne, em Paris.
Na década de 30, e após vários anos como professor nos colégios de Mont-de-Marsan e Laon, começava a sua aventura na América do Sul, aventura que o levaria a escrever um dos capítulos mais luminosos da investigação em ciências humanas do século XX: docente da Universidade de S. Paulo, no Brasil, Lévi-Strauss criaria então uma imagem perene no imaginário do investigador ocidental - o sonho de, um dia, poder partir em trabalho de campo para lugares longínquos, para melhor os compreender.
Claude Lévi-Strauss rompeu, de algum modo, com as teorias evolucionistas do séc. XIX e afirmou que o mito é composto por todas as suas variantes; não podendo, por isso, ser estudado isoladamente. As suas missões em Mato Grosso e na Amazónia, onde viveu com as tribos bororo, nambikwara e tupi-kawahib, lançariam as bases de uma "mensagem de dimensão universal que mudou para sempre a nossa percepção do mundo", como realçou, esta semana, o director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura.
Mais tarde, já nos anos 50, e ao serviço daquele organismo das Nações Unidas, Lévi-Strauss levaria de igual modo essa mensagem universalista, de "respeito pela diversidade e pelo Outro", rumo ao Oriente, pelo trabalho que desenvolveu na e sobre a região de Chittagong, actual Bangladesh.
A sua passagem pelos Estados Unidos, na década de 40, seria marcada, uma vez mais, pela docência - na New School for Social Research, em Nova Iorque - e pelo exercício das funções de conselheiro cultural da Embaixada de França em Washington.
No regresso a França, a sua actividade como investigador e docente intensificou-se, tendo então exercido os cargos de sub-director do Museu do Homem, em 1949, e de director da École Pratique des Hautes Études, entre 1950 e 1974, leccionando, em simultâneo, antropologia social no Collège de France, até 1982, ano da sua jubilação. Um dos últimos grandes pensadores do século XX ainda vivos, e um dos últimos rostos do estruturalismo francês, Lévi-Strauss é, desde 1973, membro da Academia Francesa.
As celebrações do seu 100.º aniversário estão a decorrer, entre outros, na Biblioteca Nacional de França, que ontem inaugurou uma exposição alusiva, com o manuscrito de Tristes Trópicos e cadernos de trabalho de campo como acervo mais emblemático. Várias editoras, com um vasto programa de reedições, têm, ao longo do ano, assinalado igualmente a data.
Entre nós, recorde-se, o Instituto Franco-Português, Embaixada de França e Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa promoveram recentemente o colóquio internacional "Corpo e Signos", nos cem anos de Lévi-Strauss e, também, de Merleau-Ponty (1908-1961).
Com A.M.G. e agências
Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O DN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Receber alerta de resposta - será enviado um alerta para o seu e-mail sempre que houver uma resposta ao seu comentário. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.
Utilizador Registado Utilizador Não Registado
Leroy Merlin investe 150 milhões em Portugal
Nova marca visa aumentar exportação de vinho
PR: Cavaco manifesta "apreço" por GNR e sublinha "boa articulação" entre formas polícias e forças judiciárias
Louçã confiante em viabilização de inquérito parlamentar
VIDEO:Portas desafia Sócrates a "tocar no seu próprio salário" para "dar o exemplo"
ETA/Portugal: Cavaco diz não haver razão para qualquer "alarmismo social"
PS "perplexo" com intervenção crítica de Pinto Monteiro na AR
Sporting diz adeus a 6,4 milhões
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
Tribunal arrasa benefícios fiscais
"Agarrei-o morto para eu não ficar sozinho"
Legalidade das escutas gera divisão
Autoridades avaliam risco da ETA na visita do Papa
Casamento 'gay' votado amanhã
Petição online já ultrapassou 4000 assinaturas e vai ser discutida em plenário
brasil
diana piedade
bpp
emprego
haiti
acidente
idolos
salvador caetano
crel
mario crespo
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos