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O homem que ele é ao fim de 20 anos de carreira

por

DAVIDE PINHEIRO  

Música. Tony Carreira edita hoje novo disco

'O Homem Que Sou' é tripla platina à saída para as lojas

Tony Carreira está de regresso aos discos com Homem Que Sou, que hoje mesmo chega às lojas.

Tripla platina à partida, por encomendas correspondentes a 30 mil exemplares, é, nas palavras do próprio em entrevista promocional, o resultado da "ousadia de cantar temas difíceis". Apesar do risco assumido, o cantor revela que este foi "o disco que levou menos tempo", também porque em Agosto abdicou das férias para compor juntamente com Ricardo Landum, ainda em Lisboa. Depois, ambos partiram para o Algarve e Outubro foi o mês em que as canções foram gravadas, em Paris.

Tony Carreira não quis um álbum "só com um tema forte" e defende que, quando compra um disco, a sua expectativa é a de encontrar só boas canções. Em O Homem Que Sou, foi esse o objectivo perseguido, juntamente com Ricardo Landum, de quem é amigo "há 20 anos".

Pela primeira vez, podemos também encontrar Tony Carreira a cantar em dueto (em estúdio), juntamente com o italiano Toto Cutugno, artista que terá vendido qualquer coisa como cem milhões de discos na sua carreira.

A parceria nasceu de uma admiração antiga de Tony Carreira pelo tema Lasciatemi cantare, do italiano. O convite partiu e foi aceite. O português ainda esteve em Itália a ver o ídolo, tendo sido dedicada a canção referida à sua presença. No final do espectáculo, ambos partilharam o palco. Um momento que se viria a repetir em estúdio, após um pedido especial de Tony Carreira para regravar o êxito, agora rebaptizado de A Cantar. "Ele é uma pessoa extraordinária. Deu-me total liberdade para trabalhar os arranjos e as orquestrações", garantiu o cantor português.

Sobre o processo de criação, admite "não ser capaz de fazer uma coisa agora que pode ser adiada para depois". Tony Carreira revela inclusivamente que, praticamente, chega a "compor em estúdio" e não raras ve- zes "tem gravações de voz marcadas ainda sem as letras escritas".

Ricardo Landum vê nele "um ícone para muitos anos na música portuguesa". Já sobre o disco, não tem pejo em dizer que "vai marcar muito" e que é "um passo ousado mas calculado com o coração".


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