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PAULO JULIÃO, Viana do Castelo
Viana do Castelo. Imóvel em vias de classificação
Politécnico de Viana é proprietário desde 2001 e tem feito pequenas obras
Preservativos, garrafas de bebidas alcoólicas, muros e imagens vandalizadas é o cenário vivido há anos pelo secular Convento de S. Francisco do Monte, em vias de ser classificado como património público. Isolado na encosta do Monte de Santa Luzia, Viana do Castelo, sem qualquer acesso automóvel, o monumento data do século XIV, há anos que está votado ao abandono, à espera de uma reabilitação que poderá custar cerca de dez milhões de euros para o transformar num retiro académico.
"É metade do orçamento para um ano de funcionamento da nossa instituição, muito dinheiro mesmo. Estamos a tentar parcerias com o sector privado, mas para já tem sido muito complicado", explicou Rui Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), que desde 2001 detém a propriedade do convento. O despacho de abertura do processo de classificação do Convento de S. Francisco foi emitido em 08 de Fevereiro de 2002 e entretanto o IPVC tem promovido várias pequenas obras de "consolidação de uma fachada" para "evitar que esta desmorone".
Com o passar do tempo, o estado de degradação do convento agravou- -se. O Politécnico chegou a colocar no local um cartaz avisando que "por motivos de segurança é proibida a entrada de pessoas", acrescentando que "não se responsabiliza por qualquer acidente que possa ocorrer".
Apesar dos avisos, o convento continua a ser frequentado por delinquentes e devotos que deixam velas a arder. No interior dos claustros do monumento são visíveis, espalhados pelo chão, preservativos e garrafas de cerveja e de vinho. Algumas imagens do convento foram vandalizadas ou roubadas.
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