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Extinção ameaça metade das espécies

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LUÍS NAVES  

Biologia. Estudo sobre as pradarias mostra que estamos na sexta vaga de extinções maciças e tenta identificar os animais e plantas cujo desaparecimento deve ser evitado

A Terra está a viver o sexto evento de extinções maciças de espécies, devido à actividade humana, e as equipas científicas tentam perceber quais as que devem ser salvas. Calcula-se que metade das espécies animais e botânicas poderão desaparecer num espaço de tempo relativamente curto, inferior a cem anos. Esta estimativa diz apenas respeito às espécies identificadas, pois em relação ao resto ninguém sabe.

Um grupo de biólogos da Universidade da Califórnia de Santa Bárbara está a identificar as plantas e animais cuja singularidade genética implica maior perda, em caso de extinção. O estudo sobre os ecossistemas das pradarias foi agora divulgado em Proceedings of the National Academy of Sciences, uma publicação especializada.

Segundo a teoria hoje em dia mais aceite, a quinta extinção em massa ocorreu há 65 milhões de anos, devido a um impacto de um meteorito. A catástrofe terá sido de tal magnitude que se seguiu um inverno provocado por uma massa de nuvens e detritos, que se prolongou durante anos, ou até décadas.

Em resultado deste acontecimento, desapareceram os dinossauros, entre outros animais, cuja extinção permitiu a ascensão dos mamíferos e, consequentemente, dos primatas. Sem estes acontecimentos, os seres humanos não existiriam.

Apesar da importância potencial da situação que estamos a viver (a sexta extinção em massa de espécies), há ainda muito para perceber sobre o fenómeno. Por exemplo, algumas espécies têm maior impacto no ecossistema do que outras. "Precisamos de saber quais são as espécies mais importantes", explica um dos autores deste estudo. Por outro lado, a perda de um animal ou planta sem "parentes" próximos pode ser mais devastadora do que o desaparecimento de uma espécie com outras relacionadas. Aqui, está em causa, a perda da diversidade genética. No caso deste estudo, a conclusão é de que as pradarias estudadas são mais prejudicadas quando desaparecem as espécies geneticamente únicas.

Entre os animais em perigo, a nível mundial, estão uma em cada oito aves do mundo, por exemplo, além de numerosos peixes e mamíferos, incluindo primatas geneticamente próximos dos seres humanos. |


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