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SPA recebe denúncias de plágio contra Tony Carreira

por

TIAGO PEREIRA  

Música. As primeiras comparações surgiram na Internet. Mais tarde, a Sociedade Portuguesa de Autores começou a receber queixas de cooperadores. Pelo menos um 'publisher' está a analisar as canções do músico português

A Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) revelou ao DN ter recebido, desde o passado mês de Junho, diferentes denúncias relativas a possíveis situações de plágio concretizadas por Tony Carreira, um dos mais populares músicos portugueses da actualidade. A mesma fonte, da administração da SPA, afirma que estas indicações foram apresentadas por cooperantes daquela sociedade, ou seja, autores inscritos e com poderes de voto naquela entidade cooperativa.

As referências apresentadas como "plágio" dizem respeito a três temas assinados por Tony Carreira e Ricardo Landum, autor que acompanha o músico desde há muito: Depois de Ti (Mais Nada), Ai Destino, Ai Destino e Leva-me ao Céu. A SPA diz estar ao corrente da situação: "Ouvimos as canções e chegámos à conclusão que, sobretudo numa, estamos perante uma situação de aparente cópia sem autorização. A comprovar-se tecnicamente, trata-se de um plágio, uma situação grave com o tema Depois de Ti (Mais Nada), que está assinada por Tony Carreira e Ricardo".

A SPA faz referência a blogues como O Verdadeiro Tony (www.overdadeirotony.blogspot.com) e o Konga's Blog (kongas.vox.com), que comparam Depois de Ti (Mais Nada) (tema registada na SPA em 1999, incluído no álbum Dois Corações Sozinhos) com Después de Ti Qué?, popularizada pelo mexicano Christian Castro e assinada por Rudy Perez (canção incluída no álbum Lo Mejor de Mi, de 1997). "O que acontece, por vezes, é que uma ideia de uma canção é aproveitada por um outro compositor. Aqui estamos perante uma aparente cópia, que passa pela melodia e pela letra. Através da Internet isso é verificável", refere a SPA que acrescenta: "Não podemos desenvolver nenhuma acção. Para que isso suceda, tem que ser apresentada uma queixa por parte do autor ou do proprietário dos direitos de publishing".

Os direitos de autor e publishing de Rudy Perez pertencem ao grupo editorial Universal. Ou seja, qualquer autorização para utilização de uma obra assinada por este compositor tem que ser dada por esta entidade. Junto da Universal, o DN apurou que "estes rumores estão a ser avaliados". Para que um plágio seja de facto provado e considerado evidente, é necessário reunir uma série de condições. "É preciso recorrer à estrutura rítmica e melódica dos temas, envolve o estudo de peritos e maestros", afirma o grupo editorial. Qualquer acusação futura só será formalizada "se estiverem reunidas as condições para tal, se estivermos certos e as análises assim o indicarem". Contudo, qualquer decisão definitiva "não será, certamente, tomada em breve".

A fonte da Sociedade Portuguesa de Autores contactada pelo DN lembrou também que "nestes casos, é habitual que os publishers envolvidos requisitem toda a obra do artista em questão para uma análise mais profunda e completa." Nos casos em que o plágio é considerado, "os publishers não perdoam". A medida mais habitual é o pedido de uma "indemnização que corresponda à dimensão do artista em causa e que seja, de alguma forma, equivalente, às vendas e aos royalties recolhidos".|


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