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Menezes apoia luta da CGTP e diz que será ponto de viragem

 

Líder do PSD tem expectativas na Semana de Luta da Frente Comum

O líder do PSD afirmou ontem que a manifestação de dia 7, que inicia a Semana de Luta da Frente Comum, "marca o ponto de viragem irreversível na popularidade do Governo e na construção de uma mudança".

Luís Filipe Menezses dá um inesperado apoio a uma estrutura sindival afecta à CGTP e afirma claramente: "Face à situação de descontentamento na educação, à perse- guição de professores, ao clima de medo instaurado e à situação caricata de identificação dos docentes que falaram à televisão, tenho a certeza que a manifestação será um ponto de viragem irreversível na popularidade do Governo e na construção de uma mudança".

Questionado sobre o relatório da Comissão Europeia segundo o qual Portugal é um dos oito países da União Europeia onde se registam os níveis mais elevados de pobreza nas crianças, nomeadamente nas que vivem com adultos empregados, Menezes disse não estranhar estes números que são "dos mais gravosos da Europa".

O líder social-democrata, que falava à margem de uma visita a uma empresa metalúrgica de Vila Nova de Gaia, lembrou, porém, que "quando se fala de crianças pobres não se trata apenas desse escalão etário, porque elas não vivem sozinhas".

Também ontem os deputados do PSD eleitos pelo Porto anunciaram que vão pedir ao Governo esclarecimentos sobre as razões que levaram a PSP a identificar professores que participavam numa manifestação realizada sábado, no Porto, contra a política do Governo no sector.

O presidente da distrital do PSD do Porto, e braço-direito de Menezes na autarquia de Gaia, Marco António Costa, disse que o pedido seguirá de imediato. "Consideramos que este tipo de actuações se insere na atitude que este Governo tem seguido de forte coacção sobre os professores, que nós desaprovamos totalmente porque consideramos que a reforma da educação tem que se fazer com os professores e não contra eles", disse o autarca. Para Marco António esta actuação prenuncia também "uma repetição do caso Fernando Charrua elevada ao coeficiente máximo". Reagindo ao apoio do PSD a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, disse que "não vale a pena" os partidos políticos apoiarem as lutas dos trabalhadores, se não fizerem nada por eles na Assembleia da República.


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