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ISAVE garante que coloca 90% dos enfermeiros diplomados

 

O Instituto Superior de Saúde do Alto Ave (ISAVE) refutou ontem "categoricamente", que 75% dos seus diplomados em Enfermagem estejam no desemprego, como indicam os dados divulgados ontem pelo Ministério do Ensino Superior.

"Mais de 95% dos diplomados em enfermagem do ISAVE estava a trabalhar [na altura em que esses dados foram recohidos]", afirmou ao DN Eugénio Pinto, responsável do gabinete de comunicação desta instituição. "Sobretudo em Espanha (Tenerife, Madrid, Barcelona e Galiza) mas também na Irlanda, Reino Unido e França".

"Esse número não é real", acrescentou Vasco Carvalho, coordenador do gabinete de apoio ao antigo aluno da mesma instituição. "Temos um gabinete de emprego na nossa faculdade, e seremos talvez a única instituição que fez protocolos com hospitais espanhóis. Os nossos diplomados vão trabalhar para Espanha, mas é porque lhes pagam o triplo do que ganhariam cá".

Os dados relativos ao ISAVE, citados no estudo, dizem apenas respeito aos diplomados de 2006, já que a instituição só existe desde 2002. Entretanto, já se formou mais uma "leva" de alunos. Mas fica por explicar porque, em Dezembro, havia 49 ex-alunos de Enfermagem inscritos nos centros de emprego.

Em relação a esta instituição, Luiciano de Almeida, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCSISP), considerou que pode ter havido mau planeamento do número de vagas, sugerindo que neste caso deve haver uma "dupla responsabilização", tanto da "instituição que oferece um número elevado de vagas para uma área onde não há absorção", como da tutela "que tem a função de regular a oferta exisitente".

Já em relação ao Politécnico de Bragança, em que as engenharias Química e Biotecnológica ficaram bastante aquém dos 505 diplomados empregados, Luciano de Almeida considerou estar em causa "sobretudo a actual situação económica difícil da região". "Curiosamente, grande parte das empresas que têm sido abertas na região são iniciativa de ex--alunos, o que mostra que o instituto pode ser um facto de mudança", considerou, apesar de admitir que "terá de ser repensada a oferta".

Por outro lado, o presidente do CCSISP congratulou-se com os dados "que confirmam a boa empregabilidade do sector politécnico". E considerou também que, globalmente "pode considerar-se que os dados do estudo são muito positivos, porque, num ano em que o número de diplomados quase duplicou, devido ao número de cursos que ficaram mais curtos com o efeito Bolonha, o número de desempregados pouco aumentou".

O DN tentou, sem sucesso, falar com Seabra Santos, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e reitor de Coimbra, onde Filosofia e Sociologia também ficaram mal colocadas.

Já João Cunha e Serra, da Federação Nacional dos Professores, considerou "positiva" a divulgação destes dados, apesar de desaconselhar "medidas excessivamente economicistas" na regulação da oferta.|- P.S.T.


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