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por
LUÍSA BOTINAS
GONÇALBORGES DIAS
A reunião de quarta-feira, dia 13, entre a advogada do Grémio Lisbonense e o representante do senhorio daquela colectividade poderá abrir caminho a uma solução para o problema criado com o despejo de sexta-feira à noite. Como o DN noticiou, o aumento da renda afigura-se como uma hipótese em discussão.
Após a carga policial (na qual a PSP diz ter usado os meios adequados para repor a ordem) usada para fazer cumprir a ordem de despejo e a inventariação de objectos, o 1º andar do 226 da Rua dos Sapateiros mantém-se de portas fechadas, embora todo o património, propriedade da centenária associação se mantenha no interior das instalações. De acordo com Natário Pedro, da direcção do Grémio, todo o valioso espólio será guardado num local alternativo que a Câmara de Lisboa se comprometeu a arranjar", caso a colectividade não possa continuar no Rossio. "Até lá, já sabemos que não podemos entrar nas instalações pois a fechadura foi mudada. Temos esperança numa solução", acrescentou.
Ontem, realizou-se na Voz do Operário um jantar de apoio ao Grémio Lisbonense, no qual participaram vários dos seus sócios e amigos.
O dirigente da associação lamentou os acontecimentos que envolveram a polícia e pessoas que estavam concentradas para contestar a ordem judicial. "Só soube o que tinha acontecido, à hora de almoço, pelas televisões", disse Natário Pedro. O Grémio Lisbonense recebeu há cerca de um mês a declaração de "Instituição de Utilidade Pública" pela Câmara de Lisboa, estatuto que lhe permite beneficiar de subsídios e apoios. O processo do despejo do Grémio remonta a 1998, quando o proprietário do imóvel iniciou uma ordem de despejo, após os responsáveis da colectividade terem realizado obras numa das salas, alegadamente sem o seu consentimento. O Grémio recorreu, sem sucesso.|
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