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PSP fez explodir mochila com CD

 

A mochila abandonada ontem de manhã no interior de uma composição do Metropolitano de Lisboa, na estação de Telheiras, continha fios eléctricos, CD's e material electrónico, mas nada de objectos de natureza "pirotécnica explosiva", informou o comando metropolitano da PSP.

A operação montada para avaliar o grau de ameaça do objecto considerado suspeito provocou confusão e um enorme aparato nas principais ruas do bairro lisboeta de Telheiras, além de ter obrigado ao encerramento da estação do Metropolitano, logo que o alarme foi dado por passageiros.

Ao aperceberem-se de uma mochila deixada no interior da carruagem, os utentes alertaram o maquinista que, por sua vez, chamou a PSP. A estação foi evacuada e em pouco tempo as ruas Professor Vieira de Almeida, Professor Gentil Martins e Professor Fernando da Fonseca transformaram-se numa área de crise. Foi criado um perímetro de segurança que condicionou a circulação pedonal.

Apesar da presença do forte contingente polícial, dos carros dos bombeiros e Protecção Civil e de vários elementos do INEM e respectivas viaturas, eram reduzidos os grupos de curiosos que se juntavam para saber notícias sobre o que se passava. As pessoas passavam, paravam pontualmente e seguiam. Às janelas dos edifícios eram poucas as cabeças que assomavam. Foi só perto da hora de almoço, antes dos boletins informativos das televisões, que se juntou mais gente ao pé da estação do Metropolitano. "Será que isto vai tudo pelos ares?", questionava uma moradora. Na mercearia vizinha, o atendimento até era mais rápido. Pouca gente foi às compras durante aquele período.

"Fios, discos e aparelhagem electrónica" eram, afinal, o conteúdo do saco que a polícia fez rebentar cerca das 13.30, disse em conferência de imprensa ao início da tarde a porta-voz da PSP, Paula Monteiro.

O saco estava coberto com um "lenço árabe"(um keffiyeh, pano de algodão) - facto que para as autoridades "ajudou a levantar suspeitas sobre o seu conteúdo", afirmou ainda aquela responsável.

Os elementos do Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo da PSP efectuaram a explosão controlada do volume suspeito. Porém, às 14.06 (cerca de meia hora depois) ouviu-se nova detonação, desta vez mais potente: uma caixa que saltou do interior da mochila obrigou os agentes a proceder a nova explosão controlada.

Paula Monteiro escusou-se a adiantar se se tratou de "uma brincadeira de mau gosto", afirmando que a investigação do caso está agora entregue à Polícia Judiciária, que vai verificar o registo das câmaras de vigilância do Metropolitano.

A Linha Verde reabriu ao público, na sua totalidade entre o Cais do Sodré e o Campo Grande às 14.50. A estação de Telheiras reabriu cinco minutos depois. Antes, elementos de diferentes forças de segurança fizeram recolha de indícios no local.|LUÍSA BOTINAS com Lusa


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