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Briga entre casal na origem de explosão

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ISALTINA PADRÃO  

Briga entre casal na origem de explosão

Grávida de 26 anos terá lançado gasolina na casa do alegado namorado

Os vidros da marquise estilhaçados e os caixilhos fora do lugar deixavam antever ainda ontem a dimensão da explosão ocorrida, na quarta-feira à noite, no 2.º B, do n.º 2, da Rua das Tílias (Estoril). Na sequência do incêndio, o morador do apartamento e a sua alegada namorada ficaram feridos - ele ligeiramente e ela em estado consi- derado muito grave.

Desentendimentos entre o casal terão originado o incêndio que teve início às 21.26 e foi extinto às 00.50. "Tudo aponta para um crime passional", disse ao DN fonte da Polícia Judiciária (PJ), a quem foi entregue a investigação. O DN apurou que elementos desta força policial se deslocaram ontem à tarde a pelo menos uma bomba de gasolina das imediações para saber se "uma mulher jovem e bonita" teria adquirido 1,5 litros de gasolina. Na gasolineira não souberam responder.

O certo é que segundo alguns vizinhos do prédio, o homem, que andará na casa dos 30, terá dito que a alegada namorada - de 26 anos e grávida de dois meses -, terá atirado com algo que tinha na mão, originando a explosão dentro do apartamento, que foi antecedida de muito barulho. "Nós ouvimos barulhos que pareciam de uma discussão. E depois, ouvimos várias pessoas a gritar: 'Há fogo', contou ao DN o casal Fialho que vive no prédio há 30 anos e nunca assistiu a nada assim.

"Este é um prédio pacato", confirma Ana Almeida, que não se encon-trava em casa na hora da explosão. "Quando cheguei vi um aparato enorme. Contaram-me que algo tinha explodido no 2.º B e que as pessoas gritavam por socorro", refere esta vizinha que, como os outros, pensava que o homem - que "é porteiro numa discoteca de Alcântara" - vivia sozinho.

Ana Almeida ainda conseguiu ver o estado em que a jovem ficou: "Eu não a conheço [como a maioria da vizinhança], mas dizem que é muito bonita. Na altura estava bastante queimada. Tinha a pele da cara e das mãos a cair. Até pedaços do cabelo dela ficaram espalhados pelas escadas." O INEM confirmou o cenário: "A mulher tinha 26 anos, estava grávida e sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus na face, no tronco e nas pernas. A vítima masculina teve queimaduras de primeiro grau nas mãos."

As vítimas foram para o Hospital São Francisco Xavier e para o Santa Maria, em Lisboa. O DN contactou o Santa Maria para saber o estado de saúde da jovem, mas tal não foi possível. No terreno estiveram 14 bombeiros do Estoril e de Cascais, a PSP do Estoril, a Protecção Civil de Cascais, o INEM e a PJ. "A actuação das autoridades foi muito rápida", elogia o casal Mendes, que chamou o 112.


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