Última hora venda da Cimpor com impacto de 90 milhões...Populares apoiam Gonçalo Amaral à chegada...Situação económica é má para 90% dos portuguesesGrécia: Funcionários públicos queimam bandeira...Futebol: Sporting - Mexer e Renato Neto no...Alegações finais do julgamento livro de Gonçalo...Moody's diz que Portugal não tem os problemas...Grécia: Ministros das finanças UE em teleconferência...Media/Governo: Sócrates reitera que nenhum...BCP vende banco na Turquia
por FERNANDA CÂNCIO
Primeiro apagou-se a memória. Agora vende-se, estetiza-se: dos pedaços de muro aos actores vestidos de soldados, a história fez-se parque de diversões. Como antes de 1989, quando as crianças de escola iam, em excursão, ver "o Leste".
"Nasci em 1962, em Berlim Oeste. Um ano depois de o muro ser construído. A minha rua, a rua onde os meus pais - ele cozinheiro e ela secretária- viviam, continuava para leste, mas eu não sabia. Estava ali aquele muro, e achei que acabava ali. Lá em casa não se falava no assunto. Não se falava de política. Não tínhamos família em Berlim Leste, não havia motivos para pensar muito nisso. Mas sabia que os meus vizinhos mandavam pacotes para o outro lado, com café e meias. Achava que eram pessoas que não tinham nada, não sabiam tomar conta delas próprias. Mas não tinha pena, tinha medo. O outro lado era o retrato do inimigo, tínhamos a sensação de estar sempre sob ameaça. Estávamos cercados, éramos uma ilha. Sempre que queríamos sair de Berlim para passar para o resto da República Federal da Alemanha (RFA) éramos revistados durante horas por gente armada, rude, brutal. Mais tarde, como trabalhador social, levava crianças de autocarro e quando se aproximava a fronteira dizia-lhes para estarem caladas, para não se rirem."
Matthias Schrechenbach é sociólogo, professor universitário de "trabalho social" na Universidade de Potsdam (antiga Alemanha de Leste, ou "República Democrática Alemã" - RDA), uma cidade a 30 minutos de metro do centro de Berlim. "Agora passo por cima daquela ponte todos os dias - a ponte que foi tão especial na minha juventude. E agora é tão normal... Sabe, nunca pensei que o muro fosse abaixo. Para mim fazia parte do mundo, ia lá ficar sempre. Quando no dia 9 estava a ver TV achei incrível. E fui com o meu melhor amigo para a ponte mais próxima, para o checkpoint/ /fronteira. Chegámos lá às 11.30 da noite e vimos os primeiros alemães de Leste passar. Estava imensa gente com vinho, champanhe e flores para os receber, toda a gente feliz, aos gritos. Encontrámos uma mulher muito nova, com uma criança, a chorar. Trazia a bagagem toda não fossem eles mudar de ideias e fechar de novo a fronteira. Ficámos espantadíssimos. Esmagados. Liguei para os meus pais para a acolherem. Ficou lá em casa nessa noite e depois, no dia seguinte, levaram-na para o campo de refugiados de Marienfeld [criado pelas autoridades da Berlim federal para acolher os milhares de pessoas que saíam do sector e hoje um museu]. Nunca mais a vimos." Mathias sorri. Estamos na mesa da cozinha da sua casa nos subúrbios. O som da TV vem da sala. Há pouco, quando me abriu a porta, estava comovido. Ouvira a chanceler Merkel discursar no Congresso dos EUA, falar do muro. "É tão estranho, perceber que passaram 20 anos."
A aceleração da história confunde-se com as contas do tempo: tudo parece passar demasiado depressa. Não foi ontem apenas que ele e o amigo decidiram, à meia noite e meia, atravessar a fronteira para o outro lado?"Fomos contra a corrente: toda a gente a passar para um lado e nós, sozinhos, para o outro. Ninguém nos disse nada. Foi extraordinário. Olhei para a cara de um dos guardas e naquele momento senti compaixão. Estava com um ar hiper-confuso, de parvo. Andámos 200 e tal metros e de repente pensámos: 'E se eles fecham outra vez isto?' Desatámos a correr de volta, aterrorizados." Ri. "Era uma situação muito perigosa, muito instável, mas ninguém pensou nisso. Só alguns dias depois nos demos conta de que os tipos podiam ter começado a disparar."
Sim, tudo poderia ter corrido de forma muito diferente. Mas não: o muro caiu mesmo naquela noite. Caiu o muro e a RDA, para nunca mais voltarem. Mesmo se nos anos seguintes Matthias garante que nunca andava pelas ruas de Leste: "Não as conhecia". Hoje, são essas ruas que estão irreconhecíveis. Na Friedrichstrasse do famoso Checkpoint Charlie, o lugar onde nos romances de Le Carré passam os espiões vindos do frio e onde em 1963 os tanques soviéticos e americanos se defrontaram num ameaço de terceira guerra mundial, imperam Saint Laurent e Gucci. Nada que se pudesse prever no Verão de 1991, ano e meio após a queda do muro e menos de um ano após a reunificação das Alemanhas: Berlim era ainda duas cidades. Mas, paradoxalmente, no lugar do Check-point Charlie, o cruzamento da Friedrichstrasse com a Zimmerstrasse, só vazio e vento, ao ponto de os turistas à procura da história terem dúvidas sobre se fora mesmo ali, se era aquele o sítio. Nenhuma dúvida hoje, porém: além de ter decidido a partir de 2001 marcar no chão da cidade os 45 quilómetros de muro com duas filas de pedras encarniçadas, a Câmara de Berlim colocou no lugar dos originais cópias exactas da cabina branca de fronteirado mais conhecido checkpoint e do famoso cartaz com a frase, em inglês, russo, alemão e francês, "Está agora a abandonar o sector americano". Na esquina, vendedores ambulantes vendem aquilo que há 20 anos se vende como memória da RDA e do bloco de Leste: bonés de pele a imitar os bonés dos russos, casacos militares de fazenda áspera, emblemas, carimbos. Um rapaz vestido de Vopo (polícia da RDA) carimba cópias dos visas originais. Como os seus colegas que em frente da cabina posam para fotos, de armas na mão, leva dois euros e meio e trabalha para uma empresa que contrata jovens actores desempregados (ou estudantes de teatro, caso deste, que se diz chamar Charlie). Já Sebastian Rappold, 25 anos completados hoje (sim, hoje, dia 9, olha a coincidência), estudante de engenharia que na Potsdam Platz das 10 da manhã às seis da tarde carimba folhas de passaporte garante que nada tem a ver com a tal empresa e que organizou isto com colegas: "Um foi à feira da Ladra, comprou um carimbo antigo e tivemos esta ideia de vender visas aos turistas para ganhar dinheiro". Uns e outros fazem negócio da encenação e revisitação da história que desde há alguns anos substituiu em Berlim o apagamento da memória verificado nos primeiros anos pós-muro, quando em toda a cidade se arrasaram de tal modo as marcas do passado que a um visitante desinformado poderia parecer que este jamais tinha existido. Se hoje os mapas para turistas têm não só a sinalização do muro como a do Checkpoint Charlie e de outros lugares relevantes da guerra fria, os impressos logo após a reunificação desenhavam uma urbe sem cicatrizes. A essa evidência de rasura, de trauma, sucedeu-se a actual multiplicidade de referências - há gente mascarada de soldados em tudo o que é sítio, ao lado de turistas sorridentes a pagar o dízimo desta nostalgia. Na Friedrichstrasse, 12 euros e meio pagam a entrada no museu do muro (ou "Museu do muro de Checkpoint Charlie", porque há outro museu do muro, esse público e grátis enquanto este é privado e comercial), uma exposição interminável que mistura "as sandálias de Gandhi" com roupas rasgadas e manchadas de sangue de gente que passou para o outro lado, instrumentos utilizados em tentativas de fuga, fotografias de túneis e fugitivos enlameados a sorrir, exemplificações materiais de esconderijos em automóveis e quadros a óleo. Não vale decerto o preço, mesmo se na folha que os jornalistas assinam se acumulam TVs de todo o mundo, da Fox à France 24 - presentes para documentar o aniversário -, e se milhares de turistas aqui entram todos os dias, passando a seguir na loja onde entre livros e bugigangas podem escolher uma T-shirt que diz I love Checkpoint Charlie.
Amar Checkpoint Charlie? Parece que é possível, afinal, mesmo se foi ali algures, onde a terra de ninguém, que Peter Fechter, um pedreiro de 18 anos, se esvaiu em sangue e sem socorro à vista de toda a gente depois de tentar com um amigo chegar à terra prometida do outro lado e de ser alvejado pela polícia de leste - era só o segundo ano do muro (1962) e já se averbava mais de uma dezena das cento e tal ou duzentas e tal (segundo o tipo de contabilidade) vítimas directas da trincheira leste/oeste.
"Saídos das ruínas e voltados para o porvir", cantava, grandioso, o hino da RDA. "Alemanha, pátria unida, promessas antigas há a renovar". Uma banda sonora ideal para o museu da DDR (RDA em alemão), desde 2006 na majestosa avenida Unter den Linden (que termina/começa na emblemática porta de Brandenburgo). Aqui o preço de entrada é curto - cinco euros e meio - e o dispositivo bastante mais actual e interactivo que no museu de Checkpoint Charlie. Está à cunha no domingo 1 de Novembro, de tal modo que é preciso pedir licença para circular nos pouco mais de 100 metros quadrados onde de jeans típicos da DDR (lado a lado com as cobiçadas Levis) a uma reprodução de uma cozinha e uma sala "tipicamente" alemãs de leste (e que são sobretudo tipicamente anos 60) até exemplares das dezenas de jornais publicados do outro lado do muro - todos rigorosamente controlados mas muitos para dar a ideia de diversidade - e a um Trabant (ou Trabie, para os amigos) onde pode entrar e que faz as delícias dos visitantes (por uns segundos ao volante do símbolo mais querido da Alemanha de leste, sob o pisca-pisca do Ampelman, o patusco homenzinho de chapéu dos semáforos da RDA, entretanto transformado numa marca), se declina, como no filme Adeus Lenine, a estética típica da Alemanha derrotada. A ética também está presente, claro - há uma reprodução do muro logo nas escadas da entrada - mas o próprio director do museu, Robert Rückel, admite no prefácio do catálogo que há quem veja este tipo de coisa como "uma menorização da ditadura". Contra-argumenta com a necessidade de se saber "como as pessoas viviam" e com o sucesso do museu, que "um ano após a abertura já se transformara num dos mais concorridos de Berlim, com 300 mil visitantes por ano". E invoca um estudo de 2008 que concluiu demonstrarem os jovens alemães "uma chocante ignorância sobre a Alemanha de Leste" , terminando com uma citação de um jornalista: "A DDR [RDA]está ficar melhor a cada ano que passa sobre o seu fim".
Para ter uma ideia diferente basta no entanto visitar os dois museus da Stasi (a polícia do Estado ou polícia política): o quartel-general e a prisão da dita, onde na semana passada um antigo prisioneiro resolveu passar seis dias na sua antiga cela para lembrar que a Alemanha de Leste não era só carros fofinhos, cozinhas de fórmica, cheiro a sopa de couve misturada com lixívia (descrição que vários alemães ocidentais fazem do particular odor "a leste") e falta de café "verdadeiro". Mas estes museus estão "fora de mão" e são pouco amigos dos turistas (e até dos jornalistas): o museu-prisão, por exemplo, só pode ser visitado com guia e a maioria das tours são em alemão. Também fora do trilho habitual dos turistas, embora à distância de uma curta caminhada do centro, está o "verdadeiro" museu do muro, ou, como se diz em alemão, Der berliner mauer museum, financiado pela Câmara de Berlim, pelo Estado e pela UE e funcionando em conjugação com o museu de Marienfeld (o campo de refugiados). É grátis e foi construído frente a um dos pedaços de muro ainda existentes, na Bernauer Strasse - da torre de vigia que faz parte do edifício vêem-se as duas fileiras de muro (a do lado leste e oeste) e grande parte da cidade. Filmes em loop mostram tentativas de fuga, imagens da construção do muro, conflitos, manifestações. Numa parede, os nomes das pessoas que morreram por causa daquelas duas paredes. Num ecrã interactivo, é possível conhecer a história e a imagem de cada um delas - só a imagem, se não se souber ler alemão. Talvez se deva encarar esta espécie de encriptação da história como mais um testemunho das dificuldades com a memória - não especificamente alemãs, decerto - que fazem do memorial de Bernauer Strasse um lugar tão especial. "Logo a seguir, toda a gente queria 'tirar o muro da frente'. Este pedaço aqui não foi mandado abaixo porque havia aqui uma capela e o padre disse logo na altura, quando em toda a cidade se estava a arrasar tudo, que era preciso manter a memória". Thomas Klein, o relações públicas do museu, reconhece que é necessário "tempo e distância" para este trabalho. E, como muitos outros berlinenses e alemães, teme que a onda da estetização e do kitsch dominem essa construção. Que a DDR passe a ser vista com o mesmo olhar com que Philippe Behar-Kremer, 30 anos, de origem judaico-argentina (os avós, judeus, fugiram da Alemanha para a Argentina e voltaram no pós-guerra) nascido em Berlim, estudante de "serviços sociais" na Universidade de Potsdam, a viu aos sete anos, quando a sua escola o levou "de excursão" com a turma ver "os alemães de leste". "Subíamos a uma plataforma e ficávamos a ver aquelas pessoas do outro lado como se estivéssemos no Zoo." Havia, conta, mais de 20 plataformas dessas construídas na Berlim dividida - por quem, não sabe. "É uma boa pergunta. Até porque, tecnicamente, o muro era propriedade da Alemanha de Leste. E que estranha ideia, essa de mostrarem aquilo às crianças assim, não?"
Um Zoo, pois - curioso, distante, desprezível mas ao mesmo tempo divertido, quase enternecedor. Eriks Veinbergs, 62 anos, suspira. "Não é bom esquecer, é bom recordar. E precisamos mais que só um museu e um pedaço de muro. É preciso que haja coisas para ver, os sítios onde as pessoas foram mortas. Ouve-se falar disso, mas é como se tivesse sido um sonho." Os olhos claros rasgados num rosto duro, a condizer com a pose militar (foi criado numa base britânica), carregam ironia e amargura em doses iguais. "Passei muita gente do lado Leste para o Ocidente, sabe? Nem contei quantas. Comecei a fazê-lo com 27 anos. Mataram uma rapariga de 18 anos, grávida... Não sou bom espectador." Em 1978, diz, começou a fazê-lo de avião. Para provar que não está a inventar, procura num computador do museu do muro, onde trouxe familiares para uma visita, o seu rosto, aos 30 anos, numa notícia de jornal. "Levava dinheiro, sim. Toda a gente levava. Não muito: 500 marcos. Havia despesas. Eram sobretudo famílias... Eles nem tinham noção dos riscos que corriam, do ar não se via nada, tinham era medo de voar, eu fazia aquilo num planador e levava muito tempo. Nunca me diziam por que é que vinham, é bom não saber de mais. Fazemos o nosso trabalho e depois dizemos adeus." Nunca teve contactos posteriores com os fugitivos. Mas foi apanhado duas vezes . "Tinha 11 processos, estive preso quatro anos, a partir de 1975". Quanto à queda do muro, sorri lentamente. "Vieram-me dizer que o muro estava partido e saí à rua para ver. Uma equipa de TV apanhou-me e perguntou o que sentia. Disse-lhes: 'Partiram-me o brinquedo.'" Pára para avaliar a reacção. "Não sei bem o que sentia, sabe? Era uma espécie de cansaço, como quando chegamos a casa depois de um dia de muito trabalho e não queremos falar do assunto. Sentia-me de repente muito cansado. O trabalho estava feito, não tinha nada para acrescentar. Ou fazer." A não ser lembrar, e prometer, agora a sério, como no hino extinto: "Promessas antigas há a renovar/ E, unidos, assim faremos./ Pois apenas de nós depende (…) Uma geração livre nascerá./ Juventude alemã, o melhor esforço / do nosso povo concentra-se em ti;/Para que te tornes a nova vida da Alemanha."
Tags: Globo
Walesa dá o primeiro empurrão a dominó gigante
Sócrates considera queda do Muro advento de "novo paradigma mundial"
Angela Merkel: "Unificação não está terminada"
Cavaco Silva felicita PR alemão por aniversário da queda do "muro da vergonha"
Hillary Clinton "feliz" por participar em cerimónias de acontecimento histórico
Presidente e chanceler da Alemanha dão início a celebrações
Queda do muro "surpreendeu os próprios alemães"
Um pedaço de Portugal pintado numa antiga secção do Muro
UE à procura de presidente nos bastidores da festa em Berlim
Receita para evitar novas fogueiras
O colapso do comunismo a Leste
Ex-RDA recebeu 1300 mil milhões de euros em 20 anos
renatopereira50
QUANDO É QUE OS MUROA DOS STAITES, ...
há 93 dias e 51 minutos
Nota: Os comentários deste site são publicados sem edição prévia e são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. Consulte a Conduta do Utilizador, prevista nos Termos de Uso e Política de Privacidade. O DN reserva-se ao direito de apagar os comentários que não cumpram estas regras. Receber alerta de resposta - será enviado um alerta para o seu e-mail sempre que houver uma resposta ao seu comentário. Aparecer como anónimo - os dados (nome e-mail) são ocultados. Os comentários podem demorar alguns segundos para ficarem disponíveis no site.
Utilizador Registado Utilizador Não Registado
Leroy Merlin investe 150 milhões em Portugal
Nova marca visa aumentar exportação de vinho
PR: Cavaco manifesta "apreço" por GNR e sublinha "boa articulação" entre formas polícias e forças judiciárias
Louçã confiante em viabilização de inquérito parlamentar
VIDEO:Portas desafia Sócrates a "tocar no seu próprio salário" para "dar o exemplo"
ETA/Portugal: Cavaco diz não haver razão para qualquer "alarmismo social"
PS "perplexo" com intervenção crítica de Pinto Monteiro na AR
PGR: Lei do segredo de justiça "não é má, é péssima"
Sporting diz adeus a 6,4 milhões
"Não há indício de plano do PM para controlar a imprensa"
Tribunal arrasa benefícios fiscais
"Agarrei-o morto para eu não ficar sozinho"
Legalidade das escutas gera divisão
Autoridades avaliam risco da ETA na visita do Papa
Casamento 'gay' votado amanhã
brasil
diana piedade
bpp
emprego
haiti
acidente
idolos
salvador caetano
crel
mario crespo
Quem tem mais culpas na má época do Sporting?
Curso de Fotografia e Vídeo Digital
Impressora Multifunções Epson Stylus SX415
Todas as Iniciativas DN
Diário de Notícias, 2009 © Todos os direitos reservados | Termos de Uso e Política de Privacidade | Ficha Técnica | Publicidade | Contactos