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por HELENA TECEDEIRO
O psiquiatra militar Nidal Malik Hasan, de origem palestiniana, era apelidado "condutor de camelos" por colegas devido à origem árabe. Destacado para o Iraque, abriu fogo em Fort Hood, onde matou 13 pessoas
Nos seis anos em que deu consultas no hospital militar de Walter Reed, em Washington, o psiquiatra Nidal Malik Hasan ouviu muitas histórias de militares que voltaram da guerra com feridas físicas e psicológicas. Relatos que talvez expliquem o que levou o major americano, de origem palestiniana, a vestir o uniforme, pegar em duas armas e começar aos tiros na base texana de Fort Hood, para onde fora transferido em Julho. Isto depois de ser destacado para o Iraque.
Um raro massacre numa base militar nos EUA que fez 13 mortos e 30 feridos. O atirador, ferido, continuava ontem no hospital.
Um primo de Hasan, Nader, garantiu à ABC News que o major estava cansado dos insultos dos colegas que lhe chamavam "camel jockey", algo como "condutor de camelos", um insulto devido à sua origem árabe. Perturbado com as histórias dos pacientes e com o destacamento para o Iraque, Hasan contratara um advogado para sair das Forças Armadas.
Em declarações à NBC, o general Bob Cone, comandante de Fort Hood, disse ainda não saber quais os motivos de Hasan. Inquirido sobre se o atirador gritara "Allah Akbar" ("Deus é grande", em árabe) antes de disparar, o militar confirmou haver "testemunhas que garantem que sim". Com 880 km2, Fort Hood é a maior base militar do mundo, quase tão grande como Nova Iorque e acolhe mais de 50 mil militares. Construída durante a II Guerra Mundial, é por lá que passam os recrutas enviados para todos os conflitos desde o Vietname.
Antes de vestir o uniforme de major - fora promovido em Maio -, Hasan, de dishdasha branca, entrou numa das lojas da base, onde conversou animadamente com o dono, também ele de origem árabe, e bebeu um café.
Depois foi o horror. Este homem de 39 anos, nascido na Virgínia numa família palestiniana, entrou no Centro de Preparação de Soldados, onde 400 pessoas faziam os exames que comprovam que estão aptos a ser enviados para missões no estrangeiro. Durante dez minutos, disparou sobre tudo e todos, tendo matado 12 militares e um civil, ferindo 30 outras pessoas.
O atirador, muçulmano devoto inscrito em sites islâmicos de encontros românticos, dirigiu-se depois ao teatro Howse, onde 600 pessoas assistiam a uma cerimónia de graduação. O massacre só não foi pior, graças à coragem da agente Kimbeley Munley, que atingiu o atirador quatro vezes, ficando ela própria ferida.
Na mesquita de Silver Spring, que Hasan frequentou em Washington, a notícia do tiroteio surpreendeu. Todos ali descrevem o major, formado na universidade de Virginia Tech (onde em 2007 ocorreu o maior massacre dos EUA, no qual morreram 33 pessoas) como "afável". Já a sua avó, Salah Hamad, de 84 anos, garantiu à NBC que o neto era "um bom médico", mas estava "perturbado".
Tags: Globo, EUA e Américas
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Sustentamanguelas
Este acto é típico de um militar ...
há 15 dias, 15 horas e 2 minutos
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1 Comentário
07 Nov 2009, às 19:37 - Portugal - Aveiro
Este acto é típico de um militar de alcatifa "cacimbado" pelas desgraças dos camaradas marcados pela guerra. Se o Obama lá estivesse também era despachado.
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