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Um ano depois

A América pode mudar mas Obama aprendeu que é difícil

por HUGO COELHO  

A América pode mudar mas Obama aprendeu que é difícil

A 4 de Novembro de 2008, os americanos elegeram o primeiro presidente negro da sua história. A 'obamania' parece ter passado de moda, mas ficaram os problemas. A crise e a guerra no Afeganistão fizeram cair a pique a popularidade do  político que prometeu mudança nos EUA e conquistou o mundo.

Quatro de Novembro de 2008 foi o dia em que a América provou que tudo é possível. A nação gritou Yes, we can quando foi anunciada a eleição do primeiro Presidente afro-americano e dezenas de milhares correram para o parque de Chicago para ouvir Barack Obama dizer: "O caminho foi longo até aqui, mas esta noite (...) a mudança chegou à América."

Um ano depois, a esperança definha e mudar provou ser mais difícil do que parecia. Sozinho na Sala Oval, o homem mais poderoso do mundo aprendeu os seus limites ao ser posto à prova por um país dividido e humilhado pela pior crise económica dos últimos 70 anos.

Obama descobriu que a obamania também passa de moda quando viu a sua popularidade cair a pique de uns fabulosos 70% para 53%. O Presidente continua de pé, mas hoje os americanos partem-se pela metade quando interrogados sobre o que acham sobre o trabalho do político que recebeu de George W. Bush as chaves da Casa Branca em 20 de Janeiro.

Ninguém duvida que Obama cortou com o passado e com a política unilateral do seu impopular antecessor. Mas não-ser-George-Bush é talvez o único dos seus feitos unanimemente reconhecido.

Com o aniversário da eleição a servir de pretexto para balanços, analistas e comentadores dividem-se entre os que vêem a presidência como um copo meio-cheio e os outros que acham que o copo está meio-vazio. Juan Williams, da Fox News, escreveu que Obama conseguiu pouco e que, vistas hoje, as suas promessas de campanha dão vontade de rir aos críticos republicanos.

O politólogo Bruce Buchanan, professor da Universidade do Texas, disse à AFP que "Obama conseguiu mais do que a maioria dos presidentes [americanos] e mais rápido do que muitos". Entre a imprensa liberal reina a convicção de que não fossem as altas expectativas, os primeiros nove meses da presidência de Obama seriam considerados um sucesso.

Obama conseguiu conter o descalabro da economia embora continue longe de salvar os americanos do desemprego. O Congresso está próximo de aprovar a reforma da saúde, mas o plano A do Presidente - dar a todos os americanos um seguro de saúde - ficou pelo caminho. Obama recolheu as tropas aos quartéis no Iraque, mas a guerra do Afeganistão está pior do que nunca e nem sequer existe uma estratégia para vencer os talibãs.

Impossível é negar que mudou a imagem dos EUA no mundo. Obama pôs fim à "paz fria" com a Rússia e prometeu uma nova etapa de diálogo com o mundo islâmico, num discurso histórico numa universidade do Cairo.

Os seus 'esforços' convenceram o comité norueguês a atribuir-lhe o prémio Nobel da Paz.Obama confessou sentir-se humilde com a honra, mas não abandonou o pragmatismo que, para desilusão de alguns, se tornou na sua marca.

Hoje vários estados americanos vão a votos numas eleições regionais que são consideradas um teste ao Presidente. Esta semana, Obama foi à Virgínia apoiar o candidato democrata a governador e aos apoiantes, os que o ouviram há um ano em Chicago, deixou o aviso: "A mudança não acontece da noite para o dia."


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Carlos Alberto Soares da Silva

Nao concordo em coisissima alguma ...

há 19 dias, 9 horas e 13 minutos

moj93

Os EUA devia parar com essa imagem ...

há 19 dias, 17 horas e 40 minutos

Agridoce

Bom titulo!

há 19 dias, 22 horas e 23 minutos




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3 Comentários


Carlos Alberto Soares da Silva

05 Nov 2009, às 06:00 - China

Nao concordo em coisissima alguma do que aqui foi escrito. Sou portugues/americano,naturalizado,e um ano para julgar as atitudes que ja foram tomadas e muito pouco. Saimos da guerra do Iraque, vamos air - sim - do Afeganistao. Mas tudo nao pode ocorrer em apenas 1 ano de mandato. A crise economica foi debelada e assistimos a recuperacao. Nao acha que foi alguma coisa ?


moj93

04 Nov 2009, às 21:33 - Brazil

Os EUA devia parar com essa imagem superior a todos os americanos. América não é apenas os EUA mas também América Central, América do Sul e ainda Canadá. A América tem jeio sim e é possivel mudar, já não sei os Estados Unidos.


Agridoce

04 Nov 2009, às 16:49 - Portugal - Lisboa

Bom titulo!


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