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Behnoud Shojaie, iraniano, tinha 17 anos quando matou. O crime foi cometido durante uma rixa entre gangues rivais. Shojaie foi condenado à morte pouco tempo depois.
Domingo, com 21 anos, foi enforcado na prisão pelas mãos dos país da vítima que recusaram perdoá-lo. Shojaie é mais um caso de execução de um homem que cometeu o crime ainda menor e a sua história indignou a comunidade internacional. Apesar de ser um dos signatários da Convenção dos Direitos das Crianças, o Irão é dos poucos países onde crimes cometidos antes dos 18 anos podem ser punidos com a pena capital.
No ano passado, foram executados oito jovens nessas condições - dois terços dos casos em todo o planeta - e há 120 no corredor da morte. Mas não são apenas as estatísticas dos menores que fazem das execuções notícia. A condenação à pena capital de três opositores do regime, que participaram nas manifestações políticas a seguir às eleições presidenciais, em Junho também.
A ONU e a UE criticaram Teerão e exigiram a repetição do julgamento. O Irão é o terceiro país no mundo em execuções. Segundo a AI, 346 pessoas foram executadas em 2008. Este ano o número ficará aquém. Contagens da AFP dão conta de 231 executados, desde Janeiro. O regime iraniano executa os criminosos por fuzilamento, na forca e por apedrejamento, métodos considerados cruéis. Na República Islâmica a homossexualidade, desrespeito pela religião e consumo de pornografia são alguns dos crimes puníveis com a pena capital.
Tags: Globo
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