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por LUSA
A gripe A H1N1 deixou Espanha imersa numa "epidemia de medo" provocada por uma "doença fantasma" que se está a combater com "respostas exageradas", afirmou hoje a Organização Médica Colegial (OMC) espanhola.
Em comunicado, o presidente da OMC -- do Conselho Geral de Colégios Oficias de Médicos de Espanha -- Juan José Rodríguez Sendín admite que, por isso, "existam interesses económicos e até políticos" por trás do combate à pandemia.
Reiterando a "mensagem de tranquilidade", recordou que "Espanha conta com especialistas" capazes de lidar com a doença, pelo que os cidadãos não se devem preocupar.
"Entre 10 e 20 por cento dos espanhóis são hipocondríacos", disse, considerando que em Espanha "a fantasia e o romance são muito comuns".
"Com os dados que temos", disse, pode-se constatar que a gripe A H1N1 tem taxas de mortalidade e de complicações "bastante mais leves" que as apresentadas pela gripe sazonal, todos os anos.
Ainda assim, "em períodos como o Natal ou a Semana Santa" -- quando ainda se sentem os efeitos da gripe sazonal -- muitos dos profissionais sanitários "estão de férias, e não acontece nada".
"Cerca de 95 por cento dos afectados passará a doença sem problemas", pelo que "não há razão para querer mais vacinas, além da que já é administrada para a gripe comum", disse.
Sendín admite que "não é escandaloso recomendar que não se beije uma pessoa que supostamente está infectada", até porque "isso já se recomenda com qualquer outra doença" que possa afectar o sistema respiratório.
"A sociedade tem a informação e as recomendações dos especialistas, mas cada um pode fazer o que quiser", disse.
Espanha regista actualmente uma média semanal de 15 mil novos casos de gripe A H1N1, segundo dados do Governo, tendo a doença causado já 22 mortes.
Tags: Globo, Europa
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