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Wall Street Journal sobre Guantánamo

EUA ponderam manter suspeitos presos indefinidamente

 

A administração norte-americana pondera transferir para os Estados Unidos detidos da base de Guantánamo, em Cuba, e mantê-los presos, sem processo e por um período indeterminado, informa hoje um jornal norte-americano.

O governo "pesa os prós e os contras de projectos de detenção em solo norte-americano de suspeitos de terrorismo - sem prazo e sem processo - no quadro da revisão" do papel dos tribunais de excepção, indica o Wall Street Journal.

Aquela hipótese encarada para facilitar o encerramento do centro de detenção de Guantánamo é estudada com juristas, segundo o WSJ, citando discussões da administração (de Barack) Obama com parlamentares e responsáveis militares.

Segundo o senador republicano Lindsey Graham, que esteve esta semana com o conselheiro da Casa Branca Greg Craig, os debates no seio do governo incluem também a instauração de um tribunal de segurança nacional que poderia decidir a colocação em detenção por tempo indeterminado.

"É uma questão difícil. Como é que se pode manter alguém na prisão indefinidamente sem um processo?", questiona-se Graham, citado pelo WSJ.

Graham apoia o restabelecimento dos tribunais militares de excepção, suspensos até ao final de Maio pelo Presidente Barack Obama logo após a sua tomada de posse a 20 de Janeiro.

Segundo fontes governamentais, Obama deve anunciar em breve o seu restabelecimento, mas com os direitos da defesa claramente melhorados.

O novo Presidente também assinou um decreto determinando o encerramento da prisão de Guantánamo até 22 de Janeiro de 2010.

Símbolo controverso da "guerra contra o terrorismo" do ex-Presidente George W. Bush, Guantánamo situa-se numa base naval que os Estados Unidos alugam a Cuba desde o início do século XX.

Em sete anos, perto de 800 homens estiveram presos em Guantánamo, dos quais cerca de duas dezenas foram acusados de crimes de guerra e três julgados por tribunais de excepção.

O centro conta actualmente com 241 detidos, 60 dos quais declarados como podendo ser libertados.

Entre os acusados inclui-se Khalid Sheikh Mohammed, que reivindicou ser o cérebro dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

PAL.

Lusa


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mendoncajunior

MENDONÇA JÚNIOR, Coronel de Cavalaria ...

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