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Hora do Planeta

Uma hora sem luz em nome do planeta

por SUSANA SALVADOR  

Mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo Portugal, participam na iniciativa para chamar a atenção para o aquecimento global e exigir uma acção dos líderes mundiais em relação às alterações climáticas. Alguns dos monumentos mais  famosos do mundo vão desligar as suas luzes das 20.30 às 21.30.

O gesto de acender e apagar uma luz é tão banal que já nem pensamos no que implica. Mas hoje mil milhões de pessoas de 2848 cidades - incluindo Lisboa - de 83 países vão juntar-se num "apagão" global pelo futuro do planeta e para mostrar que se interessam. O objectivo é provar aos líderes mundiais que o tema das alterações climáticas preocupa a todos. A Hora do Planeta é às 20.30.

Este ano, a iniciativa conta com a participação de sete vezes mais cidades do que no ano passado (371 de 35 países), quando decorreu a primeira Hora do Planeta global. Em 2007, a campanha desenvolvida pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) da Austrália realizou-se apenas em Sydney, contando com a participação de mais de dois milhões de pessoas.

"A Hora do Planeta vai focar a atenção global no tema das alterações climáticas. Pedimos a mil milhões de pessoas que participem no primeiro voto global para uma acção contra as alterações climáticas desligando a luz por uma hora e votando pela terra", disse Andy Ridley, director-executivo da Hora do Planeta.

Os primeiros a apagar as luzes serão os 750 habitantes das ilhas Chatham, um arquipélago neo-zelandês, mas mais espectaculares serão os apagões em 829 monumentos famosos, como a Ópera de Sydney, as pirâmides de Gizé, a Torre Eiffel ou o Empire State Building. Um alerta para os líderes mundiais que se reúnem em Dezembro na Conferência sobre o Clima, em Copenhaga, para aprovar o substituto do Protocolo de Quioto.

Mas o que é suposto fazer na Hora do Planeta? Simples, entre as 20.30 e as 21.30, apague as luzes que não são essenciais na sua casa: desligue a televisão, o computador e até o despertador. O objectivo não é o consumo zero, até porque não se pede que se desligue, por exemplo, o frigorífico ou o sistema de alarme. Aproveite essa hora para um jantar romântico à luz das velas (desde que sejam naturais e não fabricadas a partir de derivados do petróleo), dar um passeio junto aos monumentos "apagados" ou apenas observar as estrelas. E não se esqueça que o interruptor não tem que voltar a ser aceso logo às 21h30.

O mais importante é que pense a longo prazo e no que pode mudar na sua casa para evitar consumos desnecessários. Coisas que podem ser tão simples como mudar para lâmpadas de menor consumo ou desligar os electrodomésticos que não estão a ser usados da corrente. Lembre-se da chamada "energia vampira", que está a ser consumida mesmo quando os aparelhos estão desligados.

Mas nem todos concordam com esta iniciativa. Bjorn Lomborg, director do think-tank Centro de Consenso de Copenhaga, escreveu um artigo no jornal The Australian criticando a Hora do Planeta. "Mesmo se mil milhões de pessoas apaguem as suas luzes no sábado [hoje] o evento será o equivalente à China parar com as suas emissões por apenas seis segundos", indicou este dinamarquês.

Mas a iniciativa conta também com apoios importantes, como o do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. "A Hora do Planeta é uma forma de os cidadãos do mundo enviarem uma mensagem clara. Eles querem acção em relação às mudanças climáticas", disse num vídeo no YouTube. As novas tecnologias foram essenciais para passar a mensagem. Segundo o site earthhour.org, a rede social da Hora do Planeta tem 1,1 milhões de pessoas e a cada 0,8 segundos é visto o vídeo da iniciativa.

Tags: Globo


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uva-.-

Tal como tu, Hater, eu aderi e ...

há 317 dias, 18 horas e 6 minutos

Hater

Eu aderi, estive uma hora às escuras, ...

há 318 dias, 13 horas e 18 minutos

k3o4

Devia ser um apagão geral feito ...

há 318 dias, 23 horas e 5 minutos




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