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Qimonda

Basílio Horta diz que despedimentos estavam previstos

por Lusa  

Basílio Horta diz que despedimentos estavam previstos

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Basílio Horta, afirmou à Lusa que os despedimentos da Qimonda eram esperados e estavam previstos no plano de viabilização da empresa.

"Estava à espera desses despedimentos e estavam previstos", afirmou Basílio Horta à Lusa, em Madrid, onde se deslocou para visitar as empresas portuguesas presentes na Convenção Internacional da Indústria Farmacêutica, que hoje termina.

"O plano de viabilização da Qimonda, aprovado pelo gestor da Qimonda, falava em 230 pessoas efectivas a trabalhar já e 120 pessoas em 'lay-off', que poderiam ser trazidas a qualquer momento", afirmou.

"As outras que não tivesses saído voluntariamente durante o período de três semanas que foi aberto para o efeito, teriam que ir embora porque senão a empresa não era viável", acrescentou.

A administração da Qimonda anunciou na segunda-feira o despedimento de 590 colaboradores que se encontram em regime de ´lay-off´, mas na terça-feira admitiu reduzir esse número para 490 trabalhadores.

Basílio Horta afirmou que a AICEP está a trabalhar em quatro projectos que podem entrar para a Qimonda, dos quais dois estão em estado mais avançado.

"Os dois projectos com maior possibilidade de serem concretizados são no sector dos semi-condutores", avançou Basílio Horta.

Quanto aos outros dois projectos, que estão a ser negociados com empresas portuguesas, o presidente da AICEP admite que serão mais difíceis de concretizar.

"São de sectores completamente diferentes que não vou revelar porque estamos em plenas negociações e podem não se concretizar", afirmou.

O presidente da AICEP considera que se os quatro projectos se concretizarem, a Qimonda poderá empregar 700 trabalhadores, ficando os actuais 350 colaboradores e recrutando mais 350 entre os que entretanto foram despedidos.

"Lamentamos imenso estes 590 despedimentos, mas se as pessoas ficassem, então é que a Qimonda se afundava totalmente", disse.

Basílio Horta lembrou que a Qimonda só subsiste em Portugal, ao contrário do resto do mundo, porque "os bancos e a agência, enquanto representante do Estado e maior credora, negaram a liquidação e decidiram ficar com a empresa".

Tags: Economia


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