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por M.J.E.
Autoridades dos EUA estão a investigar acordo celebrado com editoras para a comercialização 'online' de livros
As autoridades norte-americanas estão a investigar o acordo de 125 milhões de dólares (88,79 milhões de euros) celebrado entre a Google e algumas editoras, para a digitalização e comercialização de livros online. Segundo a imprensa internacional, existem dúvidas se este contrato está de acordo com as leis de concorrência.
"Os EUA avaliaram comentários públicos que expressam preocupações sobre alguns aspectos do acordo, que podem violar a lei Sherman", afirmou William Cavanaugh, assistente do procurador-geral dos EUA.
A companhia responsável pelo motor de busca está a montar um grande acervo online que contará com milhões de títulos. O contrato celebrado com as editoras fará desta plataforma a maior fonte de livros digitais, sendo esta a principal razão das preocupações do governo norte-americano.
A empresa também está a ser investigada pela autoridade da concorrência daquele país, devido a uma possível fusão com outras empresas tecnológicas. "Estamos muito confortáveis nas decisões que tomámos", disse o presidente executivo da Google, Eric Schmidt, numa entrevista à CNBC.
Os contratos celebrados entre a empresa e várias editoras, como a Pearsons Plc's Penguim ou a Authors Guide, foram realizados após uma série de processos em 2005, em que as editoras acusavam o Google de infringir os direitos autorais de várias obras.
Com estes acordos, a Google fica com uma quota de 37% das vendas online e dos anúncios localizados junto dos links dos livros. A empresa e as editoras comprometeram-se a criar um fundo de 34,5 milhões de dólares (24,5 milhões de euros) para compensar os detentores dos direitos dos livros, e outros 45 milhões de dólares (32 milhões de euros) para os livros digitalizados sem permissão dos autores.
Tags: Economia
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