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por P.C
A liquidez gerada pelos títulos, actualmente congelada no banco, só chega a 230 milhões de euros, bem longe dos 1,2 mil milhões investidos.
Se os clientes do BPP fossem resgatar agora, junto do banco, os seus títulos de retorno absoluto, arriscavam-se a receber apenas um sexto do total aplicado, estimado em cerca de 1,2 mil milhões de euros, sem receberem capital. Isto porque o BPP tem apenas nas contas dos clientes cerca de 230 milhões de euros, resultantes da liquidez gerada pelos cupões (juros) e por títulos que entretanto venceram.
No entanto, se estes aforradores conseguirem vender os seus activos, uma vez que as perdas médias actuais estão estimadas em 40% do total investido, então os cerca de 1800 clientes poderiam apurar qualquer coisa como 700 milhões de euros.
No entanto, a realidade não é igual para todos e muitos clientes poderão confrontar-se com o facto dos activos que subscreveram não terem uma cotação, sendo difícil determinar o seu valor. Outros ainda enfrentarão desvalorizações que podem chegar a 70%.
A entrega destes títulos à entidade a criar, que os transformará em novos, atribuindo-lhes um valor (não se sabe ainda como), podendo ser reembolsáveis e transaccionáveis, com uma valorização anual, apresenta-se assim como a única via para estes aforradores conseguirem recuperar algum do capital investido, sempre numa perspectiva de médio/longo prazo.
Aliás, esta era, mais um menos, a solução que tinha vindo a ser gizada pelas autoridades de supervisão, mas sempre com o pressuposto de que o capital investido seria garantido, de alguma forma, pelo Estado ou por outros bancos.
Resta ainda saber como ficará constituída a futura entidade gestora do fundo composto pelos activos dos clientes de retorno absoluto do BPP.
O ministro das Finanças garantiu que os "principais bancos" mostraram abertura para participar nesta solução. No entanto, ainda nenhum comentou ou confirmou este interesse.
Para as instituições, que vierem a assumir a gestão da mega-carteira, o único aliciante serão as receitas geradas pela gestão do fundo, através das comissões de gestão e de resgate, normalmente cobradas nesta actividade.
Tags: Economia
anrocha42
gostaria de entender um pouco ...
há 243 dias e 13 horas
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