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por MADALENA ESTEVES
Piloto britânico sucede ao compatriota Lewis Hamilton. A equipa sagra-se campeã de construtores numa época marcada pelo renascimento da Fórmula 1.
Frank Williams conhecia as potencialidades de Jenson Button quando o contratou para a sua equipa no ano 2000. Quando o piloto britânico começou a correr no Campeonato do Mundo de Fórmula 1, desde logo foi prognosticado que um dia seria campeão mundial, mas só nove anos depois esse vatícinio se cumpriu: ontem, em Interlagos, no Brasil. "I'm the world champion" ("Sou campeão do mundo"), foi a frase mais entoada por Button em São Paulo.
Curiosamente, não foi na equipa de Frank Williams que o piloto britânico se sagrou campeão do mundo, mas sim na escuderia de Ross Brawn, outro dos grandes inovadores da Fórmula 1, que trabalhou na Williams quando a equipa foi fundada em 1978. A Brawn GP também se sagrou campeã mundial, mas de construtores, e logo no ano da sua estreia.
Se Brawn não tivesse comprado a escuderia de Fórmula 1 da Honda no final da época de 2008, provavelmente Buttton não teria sido campeão num ano marcado pelo renascimento da modalidade após temporadas em que a Ferrari dominou o Mundial de construtores, com uma breve excepção da Renault em 2005 e 2006.
Button sucede ao seu compatriota Lewis Hamilton no palmarés dos vencedores do Mundial de pilotos. Desde 2007, quando a Ferrari ganhou nos construtores e Kimi Räikkönen nos pilotos, que não se registava uma "dobradinha".
Aos 20 anos, Button tinha já uma vasta experiência no desporto automóvel, primeiro no karting e depois nas fórmulas intermédias que lhe deram experiência para se tornar num piloto de Fórmula 1.
No primeiro campeonato, ao serviço da Williams, Button amealhou 12 pontos e deixou boas indicações em relação ao futuro.
Este ano, utilizando um carro equipado com um duplo-difusor, elemento aerodinâmico que motivou muita polémica no início do Mundial, Button venceu seis das primeiras sete corridas - Austrália, Malásia, Bahrain, Espanha, Mónaco e Turquia. Mas depois não voltou a subir ao primeiro lugar do pódio.
Na opinião do espanhol Fernando Alonso, Button "foi sempre competitivo, mas este ano teve finalmente um bom carro".
Além de Button e Brawn, esta época brilharam também Rubens Barrichello, companheiro de equipa do britânico, e os dois pilotos da Red Bull, Sebastien Vettel e Mark Webber, que ontem triunfou no Grande Prémio do Brasil.
Os êxitos da Red Bull devem-se muito ao engenheiro e projectista britânico Adrian Newey, que já trabalhou na Williams e na McLaren. Em 2009, Newey levou a sua equipa ao segundo lugar do Mundial.
Após meses em que dominou a controvérsia sobre as inovações técnicas e os regulamentos, a época termina com a concretização do sonho de um menino de oito anos: Button é campeão do mundo.
Tags: Desporto, Motores
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