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A Privado Holding avançará com processos nos tribunais contra a anterior e a actual gestão do BPP, bem como os auditores das contas, além das Finanças e do Banco de Portugal, revelou hoje à agência Lusa fonte oficial da empresa.
A decisão foi tomada na segunda feira, numa reunião informal que juntou em Fátima os representantes dos principais accionistas da Privado Holding, e será oficializada na próxima assembleia geral de accionistas da empresa, que foi agendada para 29 de Abril, em Lisboa.
"Os accionistas presentes na reunião foram muito críticos com a actual situação do banco e querem responsabilizar a anterior gestão, mas também a actual, ainda que por diferentes razões", realçou a mesma fonte, acrescentando que os participantes no encontro "sentem muita indignação e consideram que foram utilizados, uma vez que ficaram todo este tempo à espera de uma solução satisfatória, com boa fé".
No encontro de accionistas marcado para o final de Abril deverá sair também a decisão de "responsabilizar judicialmente os auditores das contas, para apurar o seu grau de responsabilidade pela situação contabilística altamente débil" do Banco Privado Português (BPP), revelou.
Numa entrevista recente à Lusa, o presidente da Privado Holding, Diogo Vaz Guedes, já tinha avançado que a empresa que detém 100 por cento do BPP vai também entrar com processos nos tribunais contra o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças.
"Vamos agir judicialmente contra todas as entidades que tenham criado impedimentos, ou que não tenham criado condições, para recuperação do banco, revelou Vaz Guedes, precisando que "o Banco de Portugal e as Finanças "serão, naturalmente, visados" e que a dona do BPP está disposta a "agir até às últimas consequências".
Hoje, fonte oficial da empresa que detém 100 por cento do BPP anunciou que "os accionistas concluíram que chegou ao fim uma fase de grande expectativa, em torno dos planos de viabilização, com uma sensação geral de grande indignação".
"Não houve uma resposta adequada de quem tinha que a ter e os accionistas sentem que a sua expectativa foi completamente gorada. Sentem-se abusados, até porque sempre tiveram boa fé no relacionamento com as várias partes", sublinhou a mesma fonte.
De acordo com o responsável, "não resta nenhuma outra alternativa senão responsabilizar as entidades envolvidas, que não respeitaram o propósito de recuperação do banco que justificou a intervenção das autoridades no final de 2008".
"O fundo especial de investimento (FEI), como foi feito, e com passivos, conduzirá à insolvência do banco, num processo judicial litigioso que ninguém pode prever quando acabará", revelou, precisando que "os accionistas mandataram a administração da Privado Holding para tomar medidas contra os que, por omissão, ou por acção, impediram a viabilização do banco".
Por fim, a mesma fonte concluiu que "na reunião de segunda feira participaram vários accionistas espanhóis da Privado Holding, que se mostraram perplexos e chocados pela falta de vontade política do Estado português para salvar a instituição, ao contrário do que aconteceu em Espanha".
Tags: BPP, Diogo Vaz Guedes, Banco de Portugal, Bolsa, Finanças, Privado Holding
Fotografia © Manuel Almeida - Lusa
O presidente da Privado Holding, Diogo Vaz Guedes, já tinha avançado que a empresa que detém 100% do BPP vai também entrar com processos nos tribunais contra o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças
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