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por JOSÉ MANUEL OLIVEIRA
Cuba, Cabo Verde e Brasil são alguns dos destinos mais procurados, com preços, em média, iguais a 2008. Presidente da APAVT admite que a retoma do sector comece a sentir-se no segundo trimestre de 2010.
Os portugueses não abdicam de um fim de ano especial e nem a crise os faz vacilar. A prová-lo está o facto de muitas agências de viagens e turismo terem já esgotados os programas para a passagem de ano em destinos como as Caraíbas, Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique. A estes juntam-se os de maior proximidade, como os europeus, e o mercado nacional, como Madeira, Açores, Algarve e Norte do País.
O preço médio por pessoa para os destinos de longo curso, com mais de seis horas de viagem, oscila entre 1200 e os 2000 euros. Para Cuba, por exemplo, o preço atinge 1300/1400 euros. Já em relação ao médio curso, o custo é de 600 a 1000 euros, como sucede no caso dos Açores e da Madeira. Os preços, na maioria dos casos, são iguais aos praticados em 2008.
"Nota-se que houve muita contenção de gastos, uma poupança acumulada por parte de muitas famílias, a que se junta agora o subsídio de Natal, que estão a utilizar. É o alívio da mola que esteve comprimida. Muitos economizaram ao longo do ano, gastando menos dinheiro no Verão, e aproveitam agora para gastar, numa perspectiva de positivismo. Há menos recurso ao crédito. No terceiro trimestre deste ano já houve alguma retoma e neste momento cerca de 90% da oferta que se encontrava no mercado está vendida", disse ao DN Eduardo Pinto Lopes, administrador da Agência de Viagens Terra Brasil, sediada em Lisboa. O gestor é um dos mais de 300 participantes no 35.º Congresso Nacional das Associação Portuguesa das Agências de Viagens de Turismo (APAVT), subordinado ao tema "Vencer em concorrência," que ontem teve início em Vilamoura (Loulé) e se prolonga até domingo.
Apesar do interesse dos portugueses em passar a semana entre o Natal e o fim de ano fora de casa, "a procura é menor e a oferta também", reconheceu Eduardo Pinto Lopes, apontando para o "equilíbrio" existente. "Vamos ter seguramente um réveillon muito bom, com toda a oferta, que é menor do que era noutros anos. Mas a oferta disponibilizada está praticamente consumida e isso é um bom estímulo para 2010", observou, acrescentando que eventuais receios a nível da segurança, resultantes do 11 de Setembro, nos EUA, e de outros atentados terroristas, como Bali, "já estão dissipados, pois "o mercado absorve tudo muito rápidamente".
Já o presidente da APAVT, João Passos, depois de referir que o ano de 2009 foi "extremamente complicado para o turismo, com problemas estruturais", afirmou que em 2010 "não se vislumbra ainda uma retoma suficientemente sustentada para encarar o futuro com muita tranquilidade". "Gostava, dentro de uns anos, de pensar que houve 2007, 2008 e 2010. E esquecer 2009. O turismo ressente--se porque é extremamente vulnerável a factores exógenos. Mas não terá havido uma quebra tão grande neste como noutros sectores", disse João Passos. Em 2009, a nível de recepção de turistas, verificou--se uma quebra de 8% nas receitas e de 4% nas dormidas.
Apesar de se mostrar prudente em relação ao futuro, o presidente da APAVT admitiu que 2010 será o ano da retoma no turismo. "Se não no primeiro trimestre, no segundo trimestre do próximo ano poderemos começar a notar alguma coisa interessante", estima.
A violência que tem atingido no Algarve turistas estrangeiros, sobretudo britânicos, ainda não se repercutiu a nível dos agentes e operadores de outros países. "Não temos qualquer reacção negativa dos operadores estrangeiros. Nós, como é evidente, é que estamos preocupados. Mas violência há em qualquer lado", diz João Passos.
Tags: Bolsa
DJ_Costa
Gostava de ver no “Sol”, ou no ...
há 279 dias, 6 horas e 47 minutos
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