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por CATARINA ALMEIDA PEREIRA
AIP pede hoje a redução das taxas pagas pelos empregadores à Segurança Social. Toda a oposição está contra o novo Código dos Regimes Contributivos.
A Associação Industrial Portuguesa (AIP) vai hoje defender a redução de taxas pagas pelos empregadores à Segurança Social, juntando-se assim a todos os partidos da oposição na defesa de alterações ao novo Código dos Regimes Contributivos. Apesar da crescente pressão, a nova ministra do Trabalho não admite, para já, alterações de fundo ao diploma com entrada em vigor prevista a partir de 1 de Janeiro.
O gabinete de Maria Helena André sinaliza a intenção de respeitar o diploma que concretizou a última grande reforma de Vieira da Silva, apesar de não ser contundente quanto a uma eventual alteração de prazos. O Governo "equaciona a entrada em vigor do Código Contributivo" a 1 de Janeiro de 2010, tal como estava previsto, afirma fonte oficial do Ministério do Trabalho, em resposta às questões do DN.
João Proença recorda que ainda há muito trabalho a fazer a nível da regulamentação do diploma. O líder da UGT, que a seu tempo criticou a discussão "apressada" do Código Contributivo, afirma que "as leis aprovadas são para cumprir", revelando, contudo, que a UGT está "aberta a discutir" alterações à data de entrada em vigor do diploma.
"É necessário reduzir os encargos relacionados com o trabalho", argumenta Rui Madeleno. O economista da AIP refere que a redução das contribuições de empregadores é uma das propostas que consta dos documentos que hoje serão apresentados pela AIP, numa iniciativa com o apoio da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e que conta com a presença de Vieira da Silva, agora ministro da Economia.
O Relatório da Competitividade 2009 refere que a carga fiscal - que inclui contribuições para a segurança social - representou 36,8% do PIB em 2007, mais 0,9 pontos percentuais do que no ano anterior. A AIP recomenda a "redução" da carga fiscal, apesar do valor estar abaixo da média da União Europeia.
O partido que suporta o Governo está sozinho no Parlamento na defesa do diploma. Ontem, o PSD recomendou ao Governo que prorrogue por seis meses a entrada em vigor do novo código contributivo, subscrevendo assim o apelo feito no fim-de-semana pelo líder do CDS-PP, Paulo Portas. Por divergências de fundo, também o PCP (tal como a CGTP) e o Bloco de Esquerda mantêm a oposição ao diploma.
O novo Código alarga a base de incidência contributiva e altera várias taxas (ver caixa). Segundo cálculos oficiais, as medidas vão implicar receitas acrescidas de 80 milhões de euros no próximo ano e de 170 milhões dentro de cinco anos.
Tags: Bolsa
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