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O banqueiro quer marcar a agenda de negociações com os sindicatos. SBSI diz "nem pensar", à perda de direitos dos trabalhadores.
Fernando Ulrich lançou um novo debate para o sector financeiro. O banqueiro quer mudar o "mapa social da banca" e defende a negociação de um novo acordo colectivo de trabalho (ACT).
"Temos custos de trabalho mais elevados que uma empresa industrial e que um banco novo, que se instale agora", referiu Ulrich, classificando as obrigações em matéria social como "regras rígidas, que não podem ser alteradas sem o acordo da outra parte". "Estamos abertos a analisar propostas, mas não contem connosco para rasgar o ACT da banca", disse ao DN Paulo Alexandre, da direcção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), a maior estrutura sindical do sector. Para este sindicalista, não poderá estar em causa a perda de direitos para os trabalhadores.
O presidente do BPI defende que, à semelhança do que aconteceu com a integração dos novos bancários na Segurança Social, também a aplicação de um novo ACT ocorrerá apenas para quem chega de novo à profissão, com a possibilidade de determinadas vantagens serem revogadas ao fim de um determinado período. Nas matérias em não seja possível acordo, Ulrich sugere a aplicação do Código do Trabalho.
"A rigidez das convenções colectivas não se justificam no actual quadro económico, nem são sustentáveis", referiu, considerando "um desequilíbrio que se diga que os bancos vão ser menos rentáveis e depois não se toca no ACT".
Tags: Bolsa, Banca
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