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Empresa justifica decisão argumentando que a permanência dos trabalhadores inviabiliza recuperação.
A Qimonda vai despedir 402 trabalhadores que se encontravam em regime de suspensão temporária de trabalho (lay-off), anunciou ontem a administração, em comunicado. A empresa vai manter 378 funcionários, dos quais 139 se mantêm em lay-off até Abril do próximo ano.
O período de lay-off, que durava há seis meses, terminava hoje, sendo que as cartas de despedimento já começaram a chegar no início da semana, disseram à Lusa funcionários da empresa.
A Qimonda justifica os despedimentos, afirmando que é "legalmente inviável e economicamente insustentável a continuação destes trabalhadores até à entrada da operação em velocidade de cruzeiro", o que no plano de viabilização da fábrica está previsto acontecer entre 2011 e 2012.
No comunicado lê-se que segundo o "plano de negócios provisional para os próximos anos", a empresa poderá precisar de uma estrutura de 700 trabalhadores e que nessa altura poderá "readmitir os colaboradores agora dispensados". A decisão vai depender "da situação do mercado e da necessária concretização dos negócios planeados".
Bruno Maia, da comissão de trabalhadores, diz sentir-se "desiludido com todo este processo", mas continua "à espera que algo seja feito" e que "todas as entidades envolvidas tentem encontrar uma solução".
Tags: Bolsa, Emprego
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