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A juntar aos 300 despedimentos na guarda

Delphi de Ponte de Sôr encerra e deixa 430 sem trabalho

 

Delphi de Ponte de Sôr encerra e deixa 430 sem trabalho

A fábrica da Delphi em Ponte de Sôr vai encerrar a 31 de Dezembro e deixar 430 pessoas sem emprego, noticia a SIC Notícias. A estas centenas de desempregados juntar-se-ão, no mesmo dia, 300 da fábrica da Guarda, numero anunciado aos trabalhadores hoje de manhã.

Os 300 trabalhadores que a Delphi da Guarda vai despedir em 31 de Dezembro pertencem a linhas de produção de cablagens para a Renault, Fiat e Opel, disse hoje à Lusa fonte sindical.

Segundo Juvenal de Sousa, vice-secretário geral do Sindicato Nacional de Indústria e Energia (SINDEL), num plenário de trabalhadores realizado hoje pelas 07:00, que juntou cerca de 600 operários, foram explicados pormenores da reunião realizada na segunda-feira com a administração da empresa multinacional de fabrico de cablagens para a indústria automóvel, que anunciou os 300 despedimentos para o final do ano.

"Explicámos aos trabalhadores o que implica o despedimento e os critérios do despedimento que abrangem os trabalhadores pertencentes às linhas de cablagens para a Renault, Fiat e Opel", disse à Lusa Juvenal de Sousa, após o plenário onde participaram as três estruturas sindicais que acompanham a situação na fábrica.

O sindicalista também adiantou que serão "afectados" pelo despedimento colectivo "277 operadores especializados, 12 operadores de logística, um verificador de qualidade, seis chefes de equipa, um encarregado e três técnicos".

"Estes são os trabalhadores que vão ser afectados no despedimento de 31 de Dezembro", revelou, salientando que "a lista nominal ainda não está constituída porque há muitos trabalhadores que se estão a oferecer como voluntários para rescindirem contrato".

Juvenal de Sousa que na reunião de segunda-feira a administração da empresa assumiu o compromisso de "no caso de trabalharem marido e mulher, um dos cônjuges não é dispensado, nem viúvas ou viúvos".

O responsável disse que a situação relacionada com a presença de pais e filhos "não foi considerada", mas sublinhou que o valor da compensação a pagar aos dispensados "é de dois meses de salário mais diuturnidades, por cada ano de serviço".

A indemnização que vai ser paga "é ligeiramente superior ao que está estabelecido na lei", observou o dirigente do SINDEL.

Também adiantou que os responsáveis da empresa recusaram incluir no protocolo relativo aos 300 despedimentos a futura dispensa de 200 trabalhadores, que poderá ocorrer no primeiro trimestre de 2010, mas foi garantido verbalmente que o processo "será exactamente nos mesmos moldes".

Juvenal de Sousa declarou que os operários que participaram no plenário "têm consciência que não é fácil encontrar um novo trabalho".

"Estamos a falar em gente muito jovem e com fracas qualificações profissionais, porque são trabalhadores de mão-de-obra intensiva que estão há 10, 15 ou 20 anos a fazer a mesma coisa e que a entrarem noutro mercado de trabalho têm que aprender de novo", disse.

No plenário de hoje, os sindicatos também chamaram a atenção "para que os trabalhadores tenham consciência que o subsídio de desemprego tem um limite temporal" porque, segundo Juvenal de Sousa, "há alguma disponibilidade de trabalhadores para se oferecerem como voluntários" no processo de despedimento colectivo aplicado na fábrica que emprega 950 pessoas.

Tags: BolsaEmprego


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Lino Domingos

O país a caminhar a passos largos ...

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Lynce

Há muito tempo escrevi aqui que ...

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2 Comentários


Lino Domingos

27 Out 2009, às 18:46 - Portugal - Leiria

O país a caminhar a passos largos para o suícidio. Consequência da corrupção instalada e da política económica desastrosa.


Lynce

27 Out 2009, às 17:59 - Portugal - Coimbra

Há muito tempo escrevi aqui que Portugal se transformou num país onde é proibido investir, os altos impostos e o pagamento de IVA por conta são os maiores obstáculo à criação de emprego. Por isso, amigo Sócrates, se quer investimento, invista o senhor porque eu nem mais um cêntimo aplico neste mísero país. Mesmo com juros baixos, prefiro ter o dinheiro no banco. Uma vez já chegou!


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