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sociedade

PSP e GNR com a arma do FBI e da polícia iraquiana

por

PEDRO SOUSA TAVARES  

A Glock 19, pistola que vai equipar os agentes da GNR e PSP, é uma arma desenvolvida no final da década de 80 que construiu rapidamente uma forte reputação. Muito popular, devido ao seu peso reduzido (625 gramas) e fama de fiabilidade e facilidade de utilização, equipa total ou parcialmente várias forças militares e civis, desde as Forças Armadas da Suécia e da Malásia ao Federal Bureau of Investigation (FBI) -a polícia federal norte-americana - e à nova polícia iraquiana. O New York Police Department (polícia metropolitana de Nova Iorque) e o serviço de segurança interna israelita , Shabak, usam igualmente este modelo, mas com alterações.

Além do preço mediano - sobretudo quando vendida em grandes lotes para equipar forças de segurança - , a arma austríaca é apreciada por reunir algumas características raras, como carregadores com capacidade para até 33 balas Luger de 9 milímetros, um sistema de segurança inovador, centrado no gatilho, e a utilização de polímeros e de um revestimento exclusivo (Tenifer), que a tornam mais leve e mas mais resistente do que a maioria das armas do mesmo nível. A fama foi ampliada por alguns mitos urbanos infundados, como a sua alegada capacidade de passar despercebida nos detectores de metais dos aeroportos.

Apesar da sua enorme popularidade - ou talvez devido a ela - esta arma tem figurado recentemente nas notícias pelos piores motivos. Nos Estados Unidos onde - ao contrário de Portugal - a venda de pistolas de 9 milímetros a civis é permitida, uma arma Glock 19 semi-automática, a par de uma Walther P22, foi utilizada pelo jovem sul-coreano Seung Hui Cho, em Abril deste ano, no massacre na Universidade Virgina Tech que custou a vida a 33 estudantes, incluindo o próprio homicida. Este não foi, de resto, o único incidente do género envolvendo armas Glock e estudantes americanos, embora tenha sido o mais grave registado até à data.

O fornecimento deste modelo às forças de segurança iraquianas também gerou polémica. Sobretudo quando, no ano passado, foi noticiado que cerca de 80 mil armas, na sua maioria Glock, tinham "desaparecido" neste país tendo alegadamente ido parar ao mercado negro. Um caso que continua a ser investigado pelo Congresso norte-americano.|


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